Resenha: Steven Wilson – Uma Vida na Música
Steven Wilson consolidou-se, ao longo das últimas três décadas, como uma das figuras mais dedicadas, versáteis e influentes da música contemporânea. À frente do Porcupine Tree desde o fim dos anos 1980, e cultivando em paralelo uma carreira solo de grande prestígio, ele acumula quatro indicações ao Grammy e tornou-se um dos engenheiros de som mais valorizados do mundo. Foi responsável por restaurar e remixar obras clássicas de gigantes como Yes, King Crimson, Tears for Fears e o Black Sabbath, trabalhos que reforçaram sua reputação como um artesão sonoro minucioso.
Apesar de ser um nome bastante reconhecido entre músicos, produtores e aficionados, a imprensa britânica já o descreveu como “o artista mais bem-sucedido que ninguém conhece” — uma síntese perfeita para alguém capaz de esgotar arenas e teatros mundo afora sem o apoio massivo da mídia tradicional. Associado com frequência ao rock progressivo, gênero do qual é considerado a principal referência da atualidade, Wilson nunca aceitou limitações estéticas: sua discografia transita do pop elegante ao metal extremo, abraçando eletrônica, ambiente, música instrumental, experimentalismo e vanguarda com a mesma naturalidade.
Este livro apresenta, de forma inédita, sua trajetória pessoal e artística. Dos primeiros passos em Hemel Hempstead, ainda adolescente, ao reconhecimento internacional obtido com seus trabalhos mais recentes — que atingiram o auge durante uma turnê marcada por três noites seguidas e completamente lotadas no lendário Royal Albert Hall, em Londres —, a obra mergulha na evolução criativa e humana de Wilson. Ricamente ilustrado, Steven Wilson: Uma vida na música oferece um panorama abrangente de um criador incansável, cuja profundidade técnica, sensibilidade e inquietação artística o tornaram um dos grandes nomes de sua geração, mesmo que muitas vezes discretamente à sombra do estrelato convencional.
