Tom Morello condena Estados Unidos após ataque a Venezuela e prisão de Maduro

Neste sábado (3), os jornais amanheceram noticiando que os Estados Unidos fizeram um ataque comandado por Donald Trump à Venezuela prendendo Nicolás Maduro. Em um post, o analista político Christopher Webb escreveu em uma rede social na legenda, “então estamos apenas anunciando greves estrangeiras e sequestros de líderes estrangeiros nas redes sociais agora? Sem Congresso. Nenhuma explicação.Isso é uma loucura.”:

Os Estados Unidos da América levaram a cabo com sucesso um ataque em grande escala contra Venezuela e o seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que tem estado, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país. Esta operação foi feita em conjunto com os EUA. Aplicação da lei. Detalhes a seguir. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, no Mar-a-Lago. Obrigado pela sua atenção a este assunto! Presidente DONALD J. TRUMP

Tom Morello, o guitarrista do Rage Against the Machine, repostou a postagem do analista e usou a legenda:

“Os Estados Unidos são um Estado do Terror”

Na sua rede social própria, a Truth Social, Trump postou uma foto de Maduro vendado e algemado conforme pode ser visto abaixo. Segundo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, o país irá atuar no comando da Venezuela por tempo indeterminado:

“Nós vamos comandar o país até que possamos fazer uma transição segura, criteriosa e legítima. Não queremos que outra pessoa como Maduro tome o poder e tenhamos que ter uma situação semelhante. Nós queremos, paz, justiça e liberdade para o povo da Venezuela”

Trump também disse que os Estados Unidos irão colocar empresas petrolíferas do país dentro da Venezuela para gerir o petróleo do país:

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país.”

Nicolás Maduro Moros esteve à frente da presidência da Venezuela por cerca de 12 anos e sete meses, de abril de 2013 a janeiro de 2026, sucedendo o líder chavista Hugo Chávez e consolidando um estilo de governo amplamente criticado por opositores e observadores internacionais.

Assumindo o cargo após a morte de Chávez, Maduro foi reeleito em 2018 e novamente em 2024 em processos que opositores e parte da comunidade internacional consideraram caracterizados por falta de transparência e irregularidades eleitorais. Esses mandatos prolongados ocorreram num contexto de crescente autoritarismo e erosão das instituições democráticas no país.

Ao longo de seu governo, a Venezuela enfrentou uma profunda crise econômica e social. A economia, historicamente dependente do petróleo, encolheu drasticamente, chegando a contrair-se mais de 70% em determinados períodos, enquanto a produção de petróleo — principal fonte de receitas externas — despencou. O país viveu hiperinflação, escassez de alimentos, medicamentos e bens básicos, e a maioria da população enfrentou dificuldades crescentes para acessar serviços públicos essenciais.

A deterioração econômica foi acompanhada de uma grave crise humanitária que impulsionou uma das maiores ondas migratórias recentes da América Latina: milhões de venezuelanos deixaram o país em busca de melhores condições de vida no exterior.

No campo político, a gestão de Maduro foi marcada por um recuo das liberdades civis e políticas. Organizações internacionais, incluindo missões da ONU e da OEA, documentaram violações de direitos humanos, prisões arbitrárias de opositores, repressão a protestos e limitações à liberdade de imprensa. O sistema judiciário perdeu independência, segundo relatórios internacionais, e o espaço para a oposição foi progressivamente restringido.

Internacionalmente, o regime foi alvo de sanções econômicas e diplomáticas, principalmente por parte dos Estados Unidos e de países europeus, que questionaram a legitimidade das eleições e as práticas autoritárias.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

3 thoughts on “Tom Morello condena Estados Unidos após ataque a Venezuela e prisão de Maduro

  • Pingback: Roger Wates se manifesta sobre ataques dos EUA a Venezuela: "rezaria agora pelo presidente Maduro" - Confere Rock

  • janeiro 3, 2026 em 8:28 pm
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    É claro que existe também o interesse pela parte econômica que os Estados Unidos quer…mas, conheço alguns venezuelanos que moram no Brasil por causa da ditadura de Maduro!!!! Lá as pessoas estão vivendo na miséria em determinados pontos da cidade e existe também um limite do que comprar no mercadinho….dois rolos de papel higiênico no máximo para cada família, isso sem contar que o café, ovos de galinha e arroz viraram coisa de luxo!!!! Enquanto isso, no palácio de Maduro tem tudo de bom e melhor, sem contar o luxo que pairá sob os pe´s dele!!!! Quem tá de fora, acha que sabe de tudo…pelo que vejo, ditadura está aí em vários países disfarçado de ¨Democracia¨!!!! Valeu!!!!

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  • janeiro 4, 2026 em 2:15 am
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    Política, guerras, ambição e democracia fake é o que prevalece na maioria dos países. Abraços!

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