Resenha: Kreator – “Krushers of the World” (2026)

Depois de 3 anos e meio de espera, o Kreator volta a nos brindar com um novo álbum de estúdio: “Krushers of the World“, que conhecerá a luz do dia na próxima sexta-feira, 16, é o álbum de número 16 da carreira dos veteranos da cena Thrash Metal germânica. 

O play será lançado pela Nuclear Blast, com direito a edição brasileira pela Shinigami, que como sempre, não deixa de replicar em nossas terras o que a Nuclear Blast tem lançado. O novo álbum tem a assinatura do renomado produtor Jens Borgen, e foi gravado no Fascination Street Studios, de propriedade de Borgen, localizado na cidade de Örebro, Suécia. 

2025 foi um ano bem agitado para o Kreator, que se dividiu entre as gravações do novo álbum, a divulgação do filme “Hate & Hope“, o primeiro filme sobre uma banda de Metal alemã, e também “Your Heaven, My Hell“, o livro autobiográfico escrito pelo líder da banda, Mille Petrozza, em parceria com o escritor Torsten Gross. 

O Kreator manteve a mesma formação utilizada no álbum antecessor, o poderoso “Hate Über Alles“, o que não acontecia há mais de 15 anos, desde os álbuns “Enemy of God” e “Hordes of Chaos“, o que é garantia de pleno entrosamento. O disco conta ainda com a participação da vocalista alemã Britta Görtz (Chaos Rising e Hiraes), que gravou vocais na faixa “Tränenpalast“, que apesar do título alemão, é cantada no idioma de Shakespeare. 

A arte da capa é de responsabilidade do artista polonês Zbginiew Bielak, que pela primeira vez desenhou para o Kreator, mas já fez capas de diversas bandas, como Behemoth, Carcass, Darkthrone, Dimmu Borgir, Ghost, Immolation, Mayhem, entre outras. O desenho é bem chamativo e mostra que a aposta foi certeira. 

Dando play no novo disco do Kreator, a banda mostra o velho Thrash Metal, mas não sendo o estilo predominante em “Krushers of the World“. A banda optou em inserir novas influências, e muitas passagens atmosféricas. É um álbum pesado, ao mesmo tempo denso, e mostra o Kreator olhando para frente, explorando novos caminhos. São dez músicas em 44 minutos, com destaques para “Satanic Anarchy“, “Barbarian“, “Blood of Our Blood” e “Deathscream“. 

Krushers of the World” pode até não se firmar como o grande álbum da carreira do Kreator, já que outros discos já se encarregaram dessa tarefa, mas mostra que a banda ainda tem muita lenha para queimar e que eles sigam seu caminho, principalmente mostrando sua veia antifascista. Não à toa, eles são os mestres do Thrash Metal da terra do chucrute. 

NOTA: 8.0

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

One thought on “Resenha: Kreator – “Krushers of the World” (2026)

  • janeiro 19, 2026 em 9:06 pm
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    Legal os video clipes e músicas desse disco, demorei a vim aqui por que queria ouvir o album na íntegra antes!!!! Destruídor, vocal rasgado com estilo pato Donald agressivo, riffs sempre característicos da banda e ótimas melodias…só tenho elogios a esse disco do Kreator!!!! Valeu!!!!

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