M. Shadows diz qual o segredo para trabalhar experimentações nas músicas do Avenged Sevenfold
M. Shadows conversou com Korno Espinosa, onde o vocalista do Avenged Sevenfold falou sobre como a banda consegue se manter fiel a si mesma, ainda que sempre esteja evoluindo o seu som. Ele diz:
“Eu realmente não penso em ser fiel a nada além de nós mesmos. Então, acho que essa é a coisa mais punk rock que você pode fazer. Quando estávamos crescendo, heavy metal e punk rock eram a música ‘anti’. Não era para ser mainstream. Era o tipo de música que você desprezava, era muito anti, era muito contra a corrente. E acho que, como artista, contanto que você consiga manter essa ousadia e sempre nadar contra a corrente, continuar a ultrapassar limites e viver fora das caixas, então acho que essa é a verdadeira essência do punk rock e do heavy metal. Acho que, quando você começa a tentar mercantilizar tudo isso e começa a se preocupar com números, algoritmos e a tentar se enturmar com os populares, acho que essa é a coisa mais anti rock e metal que você pode fazer. Então, para mim, trata-se de fazer o que você quer e se expressar de uma forma que seja um pouco anti tudo o mais.”
Sobre como é para o Avenged Sevenfold trabalhar a experimentação, mas ainda assim manter um nível do que os fãs esperam ouvir, Shadows responde:
“É, a gente não pensa muito no que os fãs esperam. A gente só faz o que acha legal. Estamos sempre ouvindo novos artistas, sempre nos inspirando em coisas diferentes e mais novas, então não esperamos que nosso público entenda onde estamos até lançarmos algo. E não sentimos necessidade de ficar dando tudo de mão beijada a eles. Acho que eles cresceram com a gente e são mais velhos, e se eles querem isso de nós, eles têm. E se eles querem as coisas antigas, podem voltar e ouvir as coisas antigas. Mas a gente não vai tentar requentar ou repetir nada só para dar a alguém uma versão de segunda categoria de algo que fizemos no passado. Tudo o que fizemos em determinado momento estava à frente do nosso tempo ou era inovador para nós — pelo menos era assim que nos sentíamos quando fizemos ‘Waking The Fallen’ . Era algo diferente.” do que tudo o que existia. Era diferente de tudo o mais. Quando fizemos ‘City Of Evil’ , não foi uma repetição de ‘Waking The Fallen’ . E continuamos com essa mentalidade, e queremos levar as pessoas para um lugar novo. Não queremos que elas se sintam muito confortáveis. Acho que isso não nos empolga muito.”
O Avenged Sevenfold iniciou a sua turnê pela América Latina esta semana, e chega ao Brasil em 28 e 31 de janeiro, para shows em Curitiba e São Paulo. A apresentação no Allianz Parque está esgotada e ambas contarão com o Mr. Bungle e o A Day to Remember como atrações de abertura.
