Porque M. Shadows acha “Nightmare” um álbum não “inovador” na carreira do Avenged Sevenfold
Dentro da sua discografia, o Avenged Sevenfold tem o disco “Nightmare” como um momento muito delicado de sua trajetória, pois era o primeiro registro após a morte do baterista James “The Rev” Sullivan.
Para alguns de seus fãs, essa é a gravação favorita dentro de todos os lançamentos, já outros, acham que o álbum repetiu alguns feitos de discos anteriores, principalmente do disco homônimo, o lançamento anterior a “Nightmare” e essa parece ser também a opinião do vocalista M. Shadows, que contou sua visão do registro em entrevista a Rolling Stone Brasil. Ele diz:
“Super sólido, obviamente ofuscado pela morte do The Rev. Mike Portnoy entrou e fez um trabalho incrível. Acho que este é o ponto da nossa carreira em que talvez fomos um pouco mesquinhos demais. Acho que o Nightmare uniu todos os sons anteriores e criou algo, mas não me pareceu inovador. Era um ponto da nossa carreira em que poderíamos ter ficado realmente entediados e começado a fazer um monte de discos como o Nightmare, mas sinto que acertamos em cheio no que estávamos tentando acertar.”
O guitarrista Synyster Gates tem uma opinião parecida sobre o disco, ainda que diga ter algumas de suas músicas favoritas ali:
“Nightmare foi difícil. Acho que o Matt realmente queria voltar às suas raízes metal e outras coisas. E eu não queria isso naquela época. Então foi meio difícil para mim. Mas quando o Jimmy faleceu e as letras do Matt mudaram, isso me tocou de uma forma que eu não consigo expressar. É tão profundo. E acho que esse disco foi crucial pois foi aí quando, para mim, ele se tornou o maior letrista do planeta. Ele sempre foi um grande contador de histórias, mas conseguir falar com o coração, contar histórias e ter essa inteligência emocional que ele conseguia articular nos discos, foi alucinante. Algumas das minhas músicas favoritas estão naquele disco. Foi uma transição meio difícil. Queria enlouquecer depois do disco homônimo. Só queria entrar no modo Beatles, ser um Beatles pesado. Na minha opinião, nós meio que regredimos. Mas estou feliz por termos feito isso, porque é um disco tão sombrio e é uma base tão boa para o lirismo brilhante do Matt.”
O Avenged Sevenfold retorna ao Brasil este mês para um show em Curitiba no dia 28 de janeiro, com alguns ingressos ainda disponíveis no site da Eventim, e no dia 31, a banda chega a São Paulo em um mega show no Allianz Parque com ingressos esgotados. Em ambas as datas, o Avenged Sevenfold será acompanhado do A Day to Remember e do Mr. Bungle.
