O disco do Avenged Sevenfold que M. Shadows define como “um trem-bala”
O Avenged Sevenfold conta 7 discos na sua trajetória. A banda formada no começo dos anos 2000 iniciou sua trajetória como um alguém da cena metalcore que explodia naquele momento, mas ao longo dos anos, foi trabalhando com diversas linhas de criação não os deixando presos a rótulos um a um único estilo.
Isso fez com que o Avenged Sevenfold fizesse de cada disco de sua carreira uma peça única diferente do anterior e esse sempre foi um diferencial deles. Logo após segundo registro, “Waking the Fallen“, o álbum que mostrou ao mundo a banda, eles lançaram “City of Evil“, que os colocou de fato na rota do radar de muitas pessoas como uma grande promessa do metal moderno.
Em entrevista a Rolling Stone Brasil, os integrantes do A7X definiram o seu terceiro registro com certo entusiasmo devido à sua musicalidade. O vocalista M. Shadows o classificou como um “trem-bala”:
“É como um trem-bala para lugar nenhum. Tem algumas músicas enormes, alguns refrãos com os quais não sabíamos o que fazer. Poderíamos ter feito músicas melhores olhando para trás. Mas sempre considero esse disco ótimo por causa de todas as peças somadas, não das partes individuais. Por causa da loucura e do caos que envolvem, é muito divertido de ouvir. E foi feito praticamente porque não sabíamos de nada.”
O guitarrista Synyster Gates falou sobre o disco como um dos que “lutou por ele”, querendo estar mais envolvido em arranjos, melodias e direções:
“City of Evil foi exatamente onde enlouquecemos naquele momento. Passei a sentir que era tanto minha banda quanto a banda de qualquer outra pessoa. E eu lutei muito mais por coisas: direção, arranjos… senti que queria estar mais envolvido em tudo o que estava acontecendo naquele disco. Jogamos um monte de influências malucas e tínhamos algum tempo de estúdio em nosso currículo. Então, sabíamos como entrar em um estúdio e produzir. Produzimos boa parte daquele disco. Mudrock, que tecnicamente o produziu, nos mostrou tantas coisas em Waking the Fallen. Soou como: ‘ok, nós sabemos como entrar em um estúdio e guiar esse navio’. E foi muito bom.”
O também guitarrista, Zacky Vengeance falou sobre a responsabilidade que tinham no período dessa gravação, pois seria o primeiro registro por uma gravadora grande, a Warner. Ele diz:
City of Evil foi nosso primeiro álbum por uma grande gravadora, e queríamos ir na direção oposta do que uma grande gravadora gostaria ou esperaria. Decidimos que iríamos compor músicas longas e malucas com muitas guitarras em duelo e vocais sobrepostos, e sermos fiéis a nós mesmos. Imaginamos que nossa gravadora provavelmente odiaria, mas achamos que nossos fãs iriam gostar — e realmente gostaram. Então, nos propusemos a compor o álbum mais maluco, e provavelmente nos empolgamos, mas ele se tornou um favorito dos fãs. Honestamente, queríamos fazer exatamente o oposto do que as pessoas esperariam de uma banda lançando seu primeiro álbum por uma grande gravadora.”
Brooks Wackerman não era o baterista nesse período da banda, que contava com seu membro fundador James “The Rev” Sullivan. Ainda assim, Brooks conhecia o álbum e deu sua impressão do mesmo:
“Fiquei impressionado quando ouvi, porque eles já tinham um som desenvolvido, mas agora… odeio usar a palavra ‘refinado’, mas eles estavam em um estúdio de verdade, usando o estúdio como ferramenta. Era uma banda que dava para perceber que fazia muitas turnês. Eles realmente se aprimoraram em sua arte, e isso ficou evidente naquele disco. Mesmo que sejam músicas malucas, dava para perceber que a banda se dedicou bastante nas composições.”
O Avenged Sevenfold chega ao Brasil esta semana para dois shows. O primeiro deles, no dia 28 acontece em Curitiba e ainda há alguns poucos ingressos disponíveis no site da Evetim. Já no dia 31, sábado, a banda se apresenta em São Paulo, no Allianz Parque e todos os ingressos estão esgotados. Em ambas as apresentações o A7X será acompanhado pelo A Day to Remember e o Mr. Bugle.
