Mötley Crüe anuncia vitória em batalha legal contra Mick Mars
O Mötley Crüe informou que alcançou uma vitória decisiva em sua longa disputa jurídica com o ex-guitarrista Mick Mars, depois de um árbitro rejeitar todas as alegações feitas por ele e determinar que ele pague danos à banda. De acordo com o comunicado oficial e documentos relacionados ao caso, o arbitrador considerou válidos os acordos contratuais que regem a banda, confirmando que Mars abriu mão dos direitos à receita de turnê ao optar por não mais participar das excursões.
O árbitro, Honorable Patrick Walsh (Ret.), também manteve a decisão da banda de destituir Mars como diretor e oficial por motivos legais e ordenou que ele devolva mais de US$ 750 000 em adiantamentos de turnê não recuperados, resultando em um julgamento líquido favorável ao Mötley Crüe.
Acusações públicas de Mars desmoronam sob escrutínio
Um dos pontos centrais da disputa envolvia acusações feitas por Mars em entrevistas à mídia, incluindo a alegação de que o Mötley Crüe não tocava ao vivo em apresentações — afirmando que o baixo de Nikki Sixx e a bateria de Tommy Lee eram pré-gravados.
No entanto, diante de gravações extensas de performances ao vivo e do testemunho de um especialista contratado por Mars, o guitarrista acabou admitindo sob juramento que suas afirmações eram falsas. O comentarista do caso destacou que a defesa do Mötley Crüe “proteg[eu] a integridade e o legado de uma das bandas de rock de maior sucesso da história”, e que a decisão arbitral “vindica totalmente a banda — legal, financeira e factualmente”.
Contexto da disputa e histórico
Mars, que serviu como guitarrista desde a formação do Mötley Crüe em 1981, anunciou sua aposentadoria das turnês em 2022 por motivos de saúde, citando o agravamento de espondilite anquilosante, uma condição crônica que afeta a coluna. Apesar de sua retirada dos palcos, ele inicialmente afirmou que permaneceria membro da banda, com John 5 assumindo as funções de turnê.
Posteriormente, Mars entrou com uma ação alegando que os demais integrantes do grupo tentaram retirá-lo como acionista significativo da corporação da banda após sua decisão de não mais viajar em turnê. No entanto, a arbitragem concluiu que ele havia desistido de sua participação na receita de turnê ao deixar as excursões — conforme previsto em um acordo do qual ele próprio participou da redação em 2008 — e rejeitou sua reivindicação de continuar recebendo 25 % dessa receita apesar de não estar mais se apresentando.
Repercussão nos bastidores do rock
A vitória marca o fim de uma disputa legal de alto perfil entre o Mötley Crüe e um de seus membros fundadores, com implicações contratuais e reputacionais significativas para ambas as partes. A decisão arbitral também reforça a importância dos acordos internos da banda e estabelece uma resolução clara sobre os direitos à receita relacionados à participação em turnês.
Embora Mars ainda não tenha emitido uma resposta pública à derrota legal, a banda declarou que a arbitragem “não só valida a banda contratual e financeiramente, mas também desmonta a narrativa pública promovida por Mars em entrevistas à imprensa”.
