Michale Graves se pronuncia sobre shows cancelados por seus pensamentos políticos
Michale Graves, ex-integrante do Misfits, atualmente está em turnê pela Europa e teve três shows cancelados, sendo um que aconteceria nesta quarta em Londres, além do dia 21 onde se apresentaria em Sheffield e no dia 28 de fevereiro em Stockport. O motivo dos cancelamentos segundo o vocalista teria a ver com seu posicionamento político, alinhado a extrema direita. Em um comunicado nas redes sociais, o vocalista escreveu:
Nos últimos dias, tomei conhecimento de uma campanha agressiva online, conduzida por organizações e indivíduos, direcionada aos meus próximos shows na Europa. Respeito que as pessoas possam ter opiniões diferentes ou escolham não comparecer às apresentações. No entanto, estou muito preocupado com o fato de que casas de show, funcionários e pessoas que simplesmente estão fazendo seu trabalho estejam sendo colocados sob pressão significativa, sofrimento e, em alguns casos, sendo ameaçados apenas por comparecerem ao seu local de trabalho.
Quero deixar muito claro: meus shows são sobre música, comunidade e paixão compartilhada. Não promovo violência, ódio ou qualquer tipo de dano, e aqueles que já estiveram em minhas apresentações sabem que meu foco sempre foi unir as pessoas por meio da música. Todos são bem-vindos.
A cena de música ao vivo deve permanecer um espaço seguro e inclusivo para todos — artistas, fãs, equipes das casas de show e comunidades locais. Ninguém deveria se sentir inseguro ou intimidado por participar ou apoiar eventos de música ao vivo.
Se minha música não é para você, respeito totalmente sua decisão de não comparecer. No entanto, peço respeitosamente que as discordâncias permaneçam pacíficas e que os trabalhadores por trás dessas casas sejam tratados com respeito.
Estou ansioso para me apresentar para aqueles que desejam estar presentes e compartilhar música em um ambiente positivo, seguro e respeitoso.
Michale Graves esteve no Misfits por cinco anos. Ele declarou apoio publicamente ao grupo Proud Boys, uma organização tida como “neo-fascista”, além de apoiar a invasão ao Capitólio nos Estados Unidos anos atrás, feita por seguidores de Donald Trump.
De acordo com uma declaração juramentada de Graves (cujo nome verdadeiro é Michael Emanuel), o músico estava contratado para se apresentar em um comício do grupo Latinos for Trump no dia 5 de janeiro, um dia antes do tumulto no Capitólio. Após o show não ter ocorrido, Graves foi convidado a tocar na residência alugada pelo Airbnb dos Proud Boys no dia 6 de janeiro.
“Graves provavelmente teria chegado lá por volta das 15h ou 16h, se os eventos de 6 de janeiro no Capitólio não tivessem ocorrido”, diz a declaração. As alegações de Graves foram corroboradas por seu empresário, Arturo Santaella. [ via Blabbermouth ]
Em 2020, Graves recebeu críticas após publicar uma foto sua fazendo o sinal de “OK” no Instagram. Ele adicionou o slogan dos Proud Boys: “Sou um chauvinista ocidental orgulhoso e me recuso a pedir desculpas por construir o mundo moderno“. O perfil do Instagram não existe mais.
