Alissa White-Gluz revela a razão pela qual ela deixou o Arch Enemy

Em novembro do ano passado, Alissa White-Gluz anunciou que estava deixando o Arch Enemy após 11 anos como vocalista da banda. Em recente entrevista ao Blabbermouth, ela falou sobre o que a levou a tomar essa decisão. Ela diz quando questionada porque tomou a decisão de ter sua banda solo:

“Sou meio viciada em trabalho. Sempre tentei preencher o tempo. Não que eu tenha muito tempo livre: quase não tenho nenhum. Tenho feito tantas colaborações e participações especiais, em todos os lugares, para os álbuns de todo mundo. Um amigo meu montou uma playlist para mim com todos os meus lançamentos, e acho que não está completa. Acho que deixamos algumas coisas de fora, mas deu umas 15 horas de música. Aí eu me dei conta: ‘Não tenho nada disso com o meu nome’. Pensei: ‘Caramba! São 23 anos me matando de trabalhar’. Tenho muito orgulho de tudo que fiz, mas nada é realmente meu. Acho que fiquei pensando nisso por um tempo, mas não me incomodava. Era tipo: ‘Seria legal, seria divertido’. A cada colaboração, eu pensava: ‘Nossa, seria legal trazê-los para as minhas músicas’.” Chegou a um ponto em que pensei: ‘A vida é curta. Tenho que fazer isso em algum momento.'”

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Alissa explica que não se trata de ter controle de tudo ao seu redor o motivo que a tenha feito se decidir por uma banda solo:

“Não, não sinto necessidade de controlar todos os aspectos. Quero muito que as pessoas façam isso — se alguém é melhor do que eu em alguma coisa, que faça. Não preciso disso. Tenho uma ótima equipe, então deleguei tarefas, não sou eu que controlo tudo, mas acho que, em termos de expressão através da música e da arte, é legal não ter que se encaixar em nenhum padrão e não ter que ficar presa a expectativas. Um dos meus artistas favoritos é o Devin Townsend. Adoro como ele se reinventava constantemente e fazia o que queria, basicamente criando um mundo onde muitos de seus álbuns soam muito diferentes. Mas eu, pessoalmente, gosto muito de todos eles porque acho que são todos supercriativos. Sempre me inspirei nisso.”

A cantora ainda falou sobre o estilo de canto que pretende usar no Blue Medusa, nome dado a sua banda solo:

“Sim, não é bem como ‘testar’, porque tenho bastante confiança no que faço. Sei quais são meus pontos fortes e fracos, o que preciso melhorar e o que funciona e o que não funciona. Com o Blue Medusa, definitivamente vou seguir o que soa bem na música. Seja cantar com voz limpa, spoken word ou vocais guturais de black metal. O que quer que combine com aquela letra e com o clima do momento. Gostaria de fazer isso. Às vezes experimento algumas coisas diferentes. Às vezes tem uma parte da música em que penso: ‘Ah, definitivamente vou cantar com voz limpa aqui porque a estrutura de acordes subjacente é muito boa’. Aí coloco o canto e penso: ‘Agora não consigo ouvir tanto a estrutura de acordes subjacente. Talvez eu volte a ser um instrumento rítmico e simplesmente grite nessa parte para deixar os acordes brilharem’. Então, existem diferentes maneiras de abordar isso.”

Alissa White-Gluz lançou o primeiro single da sua carreira solo, ‘The Room Where She Died’, em parceria com a Napalm Records.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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