As 5 músicas mais difíceis de se tocar do Dream Theater segundo John Myung

John Myung, o baixista do Dream Theater, está completando neste sábado, 24 de janeiro, 59 anos. Compondo a banda desde o seus primórdios, o músico se tornou uma referência no instrumento ao compor junto com seus companheiros, melodias intrincadas, músicas longas e carregadas de momentos complexos que dão nó na cabeça de muita gente que se arrisca a tocar alguma dessas composições.

Mas até mesmo para o próprio Myung, alguns momentos são bastante difíceis de se reproduzir mesmo que ele tenha criado essas melodias, e em uma entrevista anos atrás, ele elencou as 5 músicas que julga serem as mais complicadas de se tocar ao vivo. Ele então escolheu:

Dance of Eternity:

“The Dance of Eternity” é uma música instrumental exigente, repleta de uníssonos de guitarra, teclado e baixo, e bastante energética e envolvente. A construção que leva ao solo de baixo no meio da música sempre foi um desafio para mim.”

Breaking All Illusions:

É uma música épica de 12 minutos que começa com uma linha uníssona de guitarra e teclado, à qual o baixo e a bateria se juntam com uma levada sincopada. O desafio aqui é memorizar todas as diferentes seções da música. Muitas vezes, eu me lembro das partes com base em como as descrevemos durante a composição. Outra parte desafiadora da música pode ser a progressão fundamental, onde o baixo acompanha a progressão do teclado no final. Como a progressão fundamental é lenta, uma nota errada é muito mais óbvia do que em uma linha rápida — então é um bom exemplo de uma parte que parece fácil, mas só se você a conhece.”

The Glass Prison:

A introdução começa com um harmônico de baixo que se transforma em uma linha de baixo com acordes, e o desafio aqui é estar preparado, relaxado e com o corpo aquecido para tocar essa parte — senão não soará bem.”

As I Am:

A música começa com um riff de distorção harmônica no baixo — para mim, isso sempre foi um desafio para tocar ao vivo, já que depende do meu equipamento estar funcionando corretamente. É um bom exemplo de como os efeitos sonoros usados ​​no baixo são tão importantes quanto a própria execução para que a música seja transmitida da maneira correta.”

A View From the Top of the World:

O que torna essa música um desafio para mim é que ela tem 20 minutos de duração, então a memorização é a primeira parte do desafio. E depois há certas seções nas quais preciso me concentrar. Por exemplo, há uma seção clássica ao estilo de Mozart que acontece na segunda metade da música. É o tipo de parte que definitivamente exige um pouco de prática, mas fora de contexto, se torna um exercício interessante por si só.”

Foto: André Tedim

O Dream Theater retorna ao Brasil este ano para seis shows. Confira abaixo as datas e locais

  • 03/05: Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna) — ingressos via Fastix
  • 05/05: Curitiba (Live Curitiba) — ingressos via Fastix
  • 07/05: Brasília (Dois Ipês / antigo Opera Hall) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 09/05: São Paulo (Vibra São Paulo) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 10/05: Rio de Janeiro (Vivo Rio) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 12/05: Belo Horizonte (BeFly Hall) — ingressos via Fastix

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *