Bullet For My Valentine e outros nomes promovem “esquenta” para o Limp Bizkit

A passagem estrondosa do Limp Bizkit (leia aqui) por São Paulo no último sábado encabeçando a Loserville Tour ao Brasil trouxe diversos convidados para aquecer a festa até o momento dos anfitriões.

Sendo o último show da turnê, fechando os ciclos, estavam a postos o Slay Squad, Riff Raff e a cantora Ecca Vandal. O primeiro lançou seu disco de estreia em 2016, e aos poucos foi fazendo seu nome no cenário underground dos Estados Unidos, misturando o hip-hop, o metal e até mesmo elementos do death metal, no que eles chamam de “ghetto-metal”. Aparentemente, a banda irá retornar ao Brasil em outro momento como uma atração com mais destaque, visto a boa aceitação que teve do público brasileiro, ainda mais que após seu show, os integrantes circularam pelo Allianz tirando fotos e fazendo outras coisinhas (rs) junto aos ali presentes.

Já o rapper Riff Raff parece não ter conseguido alcançar o mesmo efeito no público do que os seus antecessores. Tocando por apenas 20 minutos, a presença do cantor ali passou quase como despercebida e não trouxe nenhum adendo ao dia que corria, servindo praticamente como um “tapa-burado” entre as atrações e parecer que apenas dublava suas canções enquanto esperava o tempo passar, sem conexão alguma.

Já a cantora africana, Ecca Vandal conseguiu se sair melhor, já ganhando o público ao trajar uma camiseta do Sepultura, com a capa do disco “Roots“, e trazer sua música que mescla punk, hip-hop e algo do eletrônico. Aos ali presentes, a cantora conseguiu despertar a curiosidade e ser mais “abraçada” pelos brasileiros, e com certeza conseguiu se fazer presente em seu momento ali.

Sendo o mais experiente do giro, o 311 foi a próxima atração e mostrou sua maturidade ao subir ao palco, com sua história começando lá em 1988 e, ainda que não tenha sido um grande sucesso no Brasil, nos Estados Unidos a banda explodiu vários hits e alguns deles foram apresentados aqui. Nick Hexum mostra uma potente voz e ótima forma aos 55 anos. E o show dos caras é tão certeiro que até tempo para o baterista Chad Sexton desfiar um longo solo aconteceu, além de uma jam percurssiva que contou com os membros do Slay Squad, que aliás subiu ao palco em praticamente todas as apresentações do sábado.

O 311 entrega uma plateia aquecida para a atração seguinte, o Bullet For My Valentine. Grande nome do metalcore dos anos 2000, a banda comemora os 20 anos do seu disco de estreia “The Poison“, que foi tocado na íntegra na apresentação. Com exceção do Limp Bizkit, o Bullet era a banda mais esperada do evento, já que diversas camisetas deles podiam ser vistas por ali em meio à plateia.

Substituindo o cantor Yungblud, que por motivos de saúde não pode participar da turnê, o BFMV trouxe os primeiros sinalizadores do dia e entregou um show com tudo que o fã do gênero espera;  afinações baixas, riffs rápidos e breakdowns com alternâncias entre vocais rasgados e limpos. O coro foi forte em “Tears Don’t Fall“, um dos maiores hits da banda, com direito à letra escrita nos telões. Também apareceram por ali “All These Things I Hate (Revolve Around Me)“, outra que é grande clássico e fez parte de muita adolescência. “Hand of Blood” é conhecida tanto do público da banda como dos gamers, já que a faixa integrou a trilha sonora do jogo Need For Speed – Most Wanted do PlayStation2.

O encerramento ficou por conta da única fora do disco, “Waking the Demon“, que traz riffs pesados, um refrão bastante ágil e um momento que eu esprava que fosse explodir o ambiente, mas realmete as pessoas estavam guardando energia para a atração principal, já que as rodas foram acanhadas e menores, mesmo no solo bastante convidativo ao caos.

Ainda assim, o Bullet For My Valentine consegue segurar a peteca e a lançar ao alto para o que viria a seguir, e logo ao final, as luzes se apagavam para a chegada dos anfitriões e uma noite que se tornaria histórica…

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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