Deep Purple: há 52 anos, banda formava um timaço e lançava “Burn”

Há 52 anos atrás, em 15 de fevereiro de 1974, o Deep Purple lançava “Burn“, o oitavo disco desta clássica banda e que é assunto do nosso bate-papo deste domingo de carnaval. 

Burn“, o homenageado da vez, conta com a participação de algumas feras, melhorando o que já beirava a perfeição: David Coverdale chega para assumir os vocais no lugar de lan Gillan e Glen Hughes assumia o baixo e também fazia os vocais. Eles Juntavam-se aos gênios Ritchie Blackmore, John Lord e lan Paice. Hoje nós iremos tratar deste belo monumento do Rock and Roll.

Esse timaço se reuniu em Montreux, Suíça, em novembro de 1973 e fizeram uso do “Rolling Stone Mobile Studio”, о estúdio móvel pertencente à banda de Mick Jagger e Keith Rochards. A própria banda se encarregou da produção da bolacha. Glen Hughes participou do processo de composição e gravação, mas não recebeu os devidos créditos na época. Entretanto, na edição comemorativa dos 30 anos do álbum, Glen foi creditado. 

Com a bolacha rolando, temos 42 minutos e oito músicas, onde se destacam tanto a faixa-título. Aqui, o Hard Rock tradicional da banda ganhou outras ramificações, onde eles flertaram com o Soul e o Funk. Esses estilos ficariam mais gritantes em “Stormbringer“, o álbum sucessor do nosso homenageado. As novas influências foram trazidas por Glen Hughes e elas não foram bem aceitas por Ritchie Blackmore no início.

Burn” fez um relativo sucesso, tanto na receptividade por parte da crítica especializada, quanto pelo público; nos charts, o álbum alcançou o topo das paradas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Noruega; 3° lugar no Reino Unido e na Itália, 4° na França, 5° na Finlândia, 7° na Austrália, Canadá e Países Baixos, 9° na “Billboard 200” e 11° no Japão. O álbum foi certificado com Disco de Ouro na França, Alemanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. 

Álbum lançado, a banda saiu em turnê e o show mais icônico aconteceu no dia 6 de abril daquele ano de 1974, no festival California Jam, para um público de duzentas mil pessoas. Ritchie Blackmore estava furioso por ter que tocar antes do anoitecer e cercado por câmeras que filmaram a apresentação, simplesmente quebrou uma das câmeras com sua guitarra e queimou seu amplificador. O diretor de filmagens do evento, Josh White, certa vez lembrou do episódio. Aspas para ele:

“Eu falei com ele na noite anterior. O Deep Purple fez um ensaio técnico, e eu perguntei se ele ia quebrar a guitarra dele. E Richie disse: ‘sim, talvez. Sei lá, que merda’. Ele estava meio puto com várias coisas que não tinham nada a ver comigo. E eu disse: ‘Veja, se você for quebrar a guitarra, privilegie a câmera. Vou fazer uma bela filmagem e vai ficar genial’. E ele privilegiou bem a câmera, gerando US$ 8 mil de prejuízo.”

Essa formação iria perdurar por pouco mais de um ano, quando Blackmore ficou ainda mais insatisfeito com os rumos musicais do álbum sucessor de “Burn” e iria decidir por sair do Deep Purple. Ele, que já tinha o Rainbow, decidiu concentrar seus esforços em sua nova banda, com a qual continua até os dias atuais. Já o Deep Purple, ainda segue em atividade, trabalhando em um novo álbum, com previsão de lançamento em junho deste ano e com Ian Gillan enfrentando um grave problema, que o fez perder 70% de sua visão. 

Hoje é dia de celebrar essa obra prima do Classic Rock, colocando-a para tocar no volume máximo. A banda esteve no Brasil em 2024, quando realizou shows no Brasil, sendo inclusive headliner do palco Sunset do Rock in Rio, deveria ter tocado no palco mundo, mas a organização preferiu outras bandas. Longa vida para estes dinossauros do Rock. 

Burn – Deep Purple

Data de lançamento: 15/02/1974

Gravadora: Purple Records

 

Faixas:

01 – Burn

02 – Might Just Take Your Life

03 – Lay Down, Stay Down

04 – Sail Away

05 – You Fool No one

06 – What’s Going on Here

07 – Mistreated

08 – A 200

 

Formação:

  • David Coverdale – vocal
  • Ritchie Blackmore – guitarra
  • John Lord – teclado
  • Glen Hughes – baixo/vocal
  • Ian Paice – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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