Há 37 anos, o Dream Theater iniciava sua história com “When Dream and Day Unite”

Há 37 anos, em 6 de março de 1989, o Dream Theater lançava “When a Dream and Day Unite“, o álbum de estreia desta que seria conhecida como a mais virtuosa dentre todas as bandas contemporâneas, e que é assunto do nosso bate-papo desta sexta-feira. 

Este primeiro álbum é o único a contar com a formação original do Dream Theater, já que o vocalista Charlie Dominici, que nos deixou há pouco tempo, foi logo substituído por James LaBrie, que segue no posto até os dias atuais. 

O Dream Theater foi formado quatro anos antes do lançamento do primeiro álbum. Petrucci, Myung e Portnoy são oriundos de Long Island, Nova Iorque e eram frequentadores do Berklee College of Music, em Boston. Após se juntarem para formar o que se tornaria o DT, eles se afastaram do colégio de música para se dedicar à nova banda, uma decisão que se mostrou apertadíssima. Mas antes de abandonarem o colégio, eles utilizavam uma das salas para ensaiar, tocando covers de Iron Maiden e Rush

Os caras eram muito fãs de Rush, o que o leitor irá conferir ao longo deste texto e também ao ouvir este álbum, tanto que o primeiro nome da banda, Majesty, era uma referência à música “Basile Day“, do trio canadense, já que a audição desta música para eles, seria uma coisa “majestosa”. O leitor há de concordar com tal afirmativa, da mesma forma que este redator que vos escreve, assina embaixp. Quem em sã consciência teria a audácia de dizer que a audição de qualquer música do Rush não é menos do que majestosa?

Sob o antigo nome, elas gravaram algumas demos, mas se viram obrigados a mudar de nome quando uma outra banda, homônima, os ameaçou de processo judicial. Antes de Charlie Dominici, a banda havia testado vários vocalistas, até chegar no nome que registrou o aniversariante do dia. Eles ainda buscavam um nome para a banda, quando o pai de Portnoy sugeriu o nome Dream Theater, que era o nome de um cinema próximo da casa dele. A banda então adotou o nome. Mas eles não abandonaram o nome antigo, pois a instrumental ” The Ytse Jam“, contida no álbum de estreia, significa “Majesty“, só que escrita de trás para a frente. 

 Com a excelente recepção das demos, eles conseguiram um contrato com a Mechanic. Então eles foram para o Kajern/ Victory Studios, em Gladwyne, na Pensilvânia, o mesmo estúdio onde outro ícone do Prog Metal foi gravado, “Operation Mindcrime“, do Queensryche. A banda ficou por lá entre os dias 18 de julho e 12 de agosto de 1988, na companhia de ninguém menos que Terry Date, que na época já havia produzido o álbum de estreia do Sanctuary, “Refuge Denied” e depois iria trabalhar com Pantera, Soulfly, Slayer, entre outros. 

Bolacha rolando, temos 51 minutos, 8 faixas e uma banda soando muito parecida com o Rush. Já no primeiro álbum, temos algumas canções longas como “The Killing Hand” e “The One Who Help to Set The Sun“, com oito minutos cada uma, “Light Fuse and get Away“, com sete minutos e “Only a Matter of Time“, com seis minutos. Mas o grande destaque é a já citada instrumental “The Ytse Jam“. Não é um álbum ruim, mas também não figura nem de longe entre os melhores plays do Dream Theater

Eles tinham uma pretensão muito grande e esperavam que o álbum de estreia fosse um sucesso, o que acabou não acontecendo e a Mechanic acabou por rescindir o contrato que previa o lançamento de outros álbuns. O álbum passou quase que despercebido e a banda acabou fazendo apenas alguns shows pela região de Nova Iorque. Após estes shows, Dominici saiu da banda, por discordâncias musicais. Foi a partir da repercussão positiva para o álbum seguinte, “Images and the Words“, foi que as atenções se voltaram para o homenageado do dia. 

A banda soltou dois singles, cujas remixagens foram feitas por Terry Brown, produtor conhecido por trabalhar por muito tempo com o Rush, a banda favorita deles. “When a Dream and Day Unite” é o único álbum da discografia do Dream Theater a não entrar na “Billboard 200“. Em 2004, quando o álbum completou 15 anos, o Dream Theater fez um show em Los Angeles onde tocou o disco na íntegra. Durante o encore, ex-integrantes como Charlie Dominici e Derek Sherenian subiram ao palco e participaram. O tecladista Kevin Moore não apareceu. Este show está registrado em CD e DVD sob o título “When a Dream and Day Reunite” e foi lançado pelo selo independente de Mike Portnoy, a Ytse Jam.

Mas o tempo tratou de colocar o Dream Theater entre as maiores bandas de seu tempo. E eles seguem em plena atividade, inclusive com previsão de seis shows pelo Brasil no mês de maio, na turnê que comemora os 40 anos da banda e divulgando o seu mais recente álbum, “Parasomnia“, que marca o retorno de Mike Portnoy à banda. 

When Dream and Day Unite – Dream Theater 

Data de lançamento – 06/03/1989

Gravadora – Mechanic

 

Faixas:

01 – A Fortune in Lies 

02 – Status Seeker 

03 – The Ytse Jam 

04 – The Killing Hand 

05 – Light Fuse and Get Away 

06 – Afterlife

07 – The Ones Who Help to Set the Sun 

08 – Only a Matter of Time

 

Formação:

  • Charlie Dominic – vocal
  • John Petrucci – guitarra
  • John Myung – baixo
  • Mike Portnoy – bateria
  • Kevin Moore – teclado

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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