Iggor Cavalera comenta que sempre tentou ter “mente aberta” e diz: “metal às vezes pode ser muito conservador”

Em um nova entrevista a Metal Hammer, Iggor Cavalera, falou como sempre procurou ter a mente aberta durante sua longa jornada no heavy metal, e prova disso, foi o disco do Sepultura, “Roots”, que trazia uma sonoridade diferente do que a banda vinha praticando até ali. Ele comenta:

“Sempre tentamos ter a mente um pouco mais aberta ao escrever e colaborar com outras pessoas. Coisas como Soulwax ou Ladytron, tudo decorre desse estado de espírito de querer trocar ideias.

Roots’ foi o ponto culminante de muitas dessas coisas das quais estamos falando – ter a mente aberta, tentar experimentar estilos diferentes e ultrapassar os limites das coisas dentro de uma cena que às vezes não é progressiva.

Quando você pensa em metal, às vezes pode ser muito conservador, e o ‘Roots’ surgiu em um momento em que estávamos tentando ultrapassar esses limites, respeitando o que estávamos experimentando. Para nós foi um pouco chato ter que fazer o mesmo disco repetidamente”

E complemente falando sobre a importância de outros estilos em sua musicalidade:

“Sim, quero dizer, isso vem das primeiras ideias do Sepultura, onde estávamos fazendo covers de bandas como New Model Army ou até Bob Marley. Sempre tentamos ter a mente um pouco mais aberta ao escrever e colaborar com outras pessoas. Coisas como Soulwax ou Ladytron, tudo decorre desse estado de espírito de querer trocar ideias.” 

Iggor ainda comentou sobre o que vem chamando a sua atenção atualmente na música. Ele comenta:

“Tem muita música incrível no momento, cara. Tipo, de coisas pesadas a experimentais. Um dos meus bateristas favoritos no momento que me inspira muito é o Mariano do Deafkids. Eu não sei se você já os viu ao vivo, mas aquele cara é uma fera, ele é como um Ginger Baker africano de certa forma. A maneira como ele joga é tão pouco ortodoxa.” 

Atualmente, Iggor trabalha junto do irmão, Max, no Cavalera Conspiracy, e também tem feito turnês especiais comemorando discos do Sepultura. Fora do metal, ele está trabalhando com a banda Petbrick, que traz um som bastante distante do tradicional que o baterista executa e você pode conferir no vídeo abaixo:

 

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

One thought on “Iggor Cavalera comenta que sempre tentou ter “mente aberta” e diz: “metal às vezes pode ser muito conservador”

  • 22/02/2026 em 8:12 pm
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    Acredito que tam´bem esse fator de mente aberta afetou a união dos caras na época do album Roots, cada um tinha um gosto diferente e o ecletismo ali não parava de rolar!!!! Max ouvindo Racionais e New metal, Igor cavalera indo para algo parecido e outros integrantes também indo para outros estilos musicais!!!! Nos Titãs meio que aconteceu isso, muito compositor na banda e aquela coisa do MPB na mente de alguns e rock na mente de outros…assim a banda meio que foi acabando e continuando ao mesmo tempo!!!! Sobre o Sepultura, quando se é músico, dificilemente vc vai ficar ¨preso¨ no metal…Valeu!!!!

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