Jake E. Lee revela o que sentia na história de Ozzy Osbourne: “Uma nota de rodapé”
Em entrevista ao podcast Talk Is Jericho, o guitarrista Jake E. Lee relatou como se sentiu invisível dentro da trajetória de Ozzy Osbourne:
“Entrei lá me sentindo meio como uma nota de rodapé, talvez até uma nota de rodapé quase esquecida: ‘Ah, sim, vamos colocá-lo lá também.’”
Ele explicou que o momento decisivo veio quando foi convidado para participar do show de despedida “Back To The Beginning” de Ozzy, em 2025, o que fez com que ele se sentisse valorizado.
“Todos me trataram com muito respeito e [houve] incentivo e apoio de todos. Isso me fez sentir especial.”
Por que essa sensação de esquecimento?
Jake E. Lee apontou que apesar de ter participado da banda de Ozzy entre 1982 e 1987, atuando em álbuns como Bark At The Moon (1983) e The Ultimate Sin (1986), ele raramente é lembrado em retrospectivas ou documentários sobre o cantor:
“Não sou muito mencionado em documentários e coisas sobre o Ozzy. No Hall da Fama do Rock and Roll, sabe, nem uma foto.”
Esse sentimento de invisibilidade persistiu até o convite para o show de despedida, que ele atribuiu ao guitarrista Tom Morello, diretor musical do evento:
“Quando Tom me chamou, eu não sabia porque…. ele disse: imagine fazer isso sem você’”
O impacto do reencontro e da segunda chance
Segundo Jake, participar do show em Birmingham e tocar com o grupo de grandes nomes do rock representou mais do que uma performance: foi uma espécie de redenção artística. Ele havia passado por um atentado em Las Vegas em 2024 e não se apresentava em grande escala há tempos.
“Foi talvez uma das melhores semanas da minha vida”, afirmou, refletindo sobre como isso mudou seu olhar sobre o legado que deixou.
