Jayler e Dirty Honey trazem novo fôlego ao rock tradicional em abertura do Monsters of Rock
Tanto o Jayler como o Dirty Honey tem carregado a tocha do rock setentista, muitas vezes sendo acusados como um mero plágio, principalmente do Led Zeppelin. Se é um plágio ou não, o fato é que as duas bandas tem boa presença de palco, e dentro da sua proposta eles entregam um trabalho impecável e sabem como fazer o seu show de uma forma que cative os presentes.
As duas foram as responsáveis por abrirem o Monsters of Rock deste ano, dias após passarem pela Audio em São Paulo como esquenta do festival. E abrir um festival desse tamanho sempre é uma responsabilidade enorme, pois está em suas mãos aquecer o público pelo que vem pela frente e nem sempre a recepção é tão calorosa, mas acima disso, a dupla empenhou com maestria a tarefa.
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Jayler abre o Monsters of Rock para público mínimo, mas não se curva a apelidos
Tido como “uma mera cópia” do Led Zeppelin, o Jayler subiu ao palco do Monsters of Rock as 11:30 da manhã abrindo o evento para um público mínimo, ainda no despertar dos poucos presentes ali.
É inegável não dizer como o vocalista James Bartholomew se inspira em Robert Plant, seja do modo de vestir aos trejeitos no palco, mas isso não é um problema, pois dentro dessas comparações, a banda consegue criar sua própria estrada e surpreende ao entregar um bom show de rock n’ roll como se espera e é o ponto principal de uma apresentação; entreter e executar a proposta.
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O setlist foi enxuto, apresentando apenas 9 músicas, mas que foram suficientes em tempo para mostrar a musicalidade dos integrantes, como na abertura com “Down Below“, rápida, intensa e que já conta com quase meio milhão de views em seu vídeo no Youtube. “Riverboat Queen” é outro destaque que tem linhas em sua composição muito bem realizadas e ao vivo são ainda mais realçadas e ganhando um ótimo solo de gaita.
No decorrer, o Jayler ainda arrisca um cover para “I Believe to My Soul” de Ray Charles em uma versão bastante particular e encerra com a levada “The Rinsk“.
O Jayler não se acanha com apelidos dos seus mais detratores e mesmo com público pequeno e surpreende positivamente aos presentes que lhe deram uma chance e ver que além das comparações, há bastante qualidade.
Dirty Honey entrega hardrock de qualidade em show competente
Com um pouco mais de estrada, mas não escapando de comparações assim como o Jayler, o Dirty Honey também traz influências do anos 70 e algumas pitadas do hardrock moderno em suas canções.
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A banda acerta em abrir com a potente “Gypsy“, dona de um ótimo refrão que acerta em cheio aos presentes, alinhado a um instrumental potente e certeiro. “California Dreamin’” é mais cadenciada e tem uma levada mais groovada, dando mais um bom momento ao show e conseguindo “abraçar” aos ali presente. Marc LaBelle tem uma potente voz e que ao vivo consegue manter tons do disco, um ponto incrível e que crava a qualidade do show.
Cheia de charme, “Don’t Put Out the Fire” coloca Marc pra cantar do meio da plateia, mais ou menos repetindo o que ele havia feito no show da Audio, mas lá, foi feito o uso de uma cadeira para “adornar” o número. “Lights Out” que havia tido sua estreia ao vivo no show anterior também apareceu por aqui e foi bem recebida pela plateia.
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O Dirty Honey consegue entregar qualidade e um show muito competente aos que dão oportunidade, e assim também com 9 músicas, encerram o show com a graça de terem feito o dever de casa e satisfazendo aos que estavam presentes e entregando um bom hardrock.
Tanto o Jayler como o Dirty Honey entregam um novo fôlego ao rock e lançam a questão; o novo não agrada ao mais tradicionalista, porém, uma reciclagem também não é do agrado e se resumem a “mera cópia”. Então o que realmente as pessoas esperam ver?!
