Morre Luciano Macarrão, técnico de som que escapou da tragédia dos Mamonas Assassinas
Morreu nesta quinta-feira (25) o técnico de som Luciano Macarrão Amorim, aos 59 anos, em sua casa após passar mal. O profissional, conhecido no meio musical por seu trabalho com bandas consagradas do rock e do punk nacional, faleceu de causas naturais, conforme noticiado. dos, Sepultura, Tihuana e Charlie Brown Jr., além de outros grupos de destaque no país.
Memória e histórias marcantes da carreira
Nas redes sociais, a banda Raimundos, com quem Macarrão trabalhava recentemente, prestou homenagem ao técnico. “Macarrão era uma figura! Muito carismático e amado por todos nós, um excelente profissional respeitado no Brasil e fora dele”, escreveu o grupo, destacando a importância de sua contribuição técnica e humana ao longo de anos de estrada.
Uma das histórias mais lembradas sobre sua trajetória aconteceu em 1996, quando ele escapou por pouco da tragédia aérea que matou os integrantes da banda Mamonas Assassinas. Segundo contou o vocalista Digão, do Raimundos, Macarrão deveria estar no voo da banda, mas cedeu sua vaga a um segurança, o que o preservou do acidente que vitimou todos os membros do grupo e tripulantes.
O acidente, ocorrido em 2 de março de 1996, chocou o Brasil ao matar todos os integrantes dos Mamonas Assassinas quando o avião em que viajavam caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo, após um show — um episódio que se tornou marco trágico na história da música nacional.
Legado no som ao vivo e na técnica musical
Macarrão era reconhecido por sua experiência técnica e pelo impacto que teve na identidade sonora de shows e gravações ao longo de décadas. Seu trabalho acompanhou turnês e apresentações de diversos gêneros, deixando um legado de dedicação e profissionalismo que é lembrado por colegas e músicos até hoje.
Repercussão e homenagem
A notícia de sua morte repercutiu entre artistas, técnicos e fãs, que destacaram não apenas sua competência, mas seu papel como referência no ambiente de produção musical ao vivo no Brasil.

Triste isso, Abraços!