Porque Geddy Lee e Alex Lifeson acharam que Anika Nilles não daria certo no Rush
Anika Nilles é a nova baterista do Rush. Mas antes de ser efetivada, Geddy Lee e Alex Lifeson tiveram dúvidas sobre a sua escolha. Claro que estamos falando não só da substituição de um baterista, mas da substituição de Neil Peart, o que por si só já é um evento. Neil era além de baterista da banda, o letrista e um dos maiores, se não o maior, ícone da bateria que o planeta já viu, e quer fosse quem fosse ao sentar em sua cadeira, a tarefa não seria nada fácil, ainda mais para os amigos que sempre tocaram juntos e passaram por tantas coisas juntos.
Em entrevista ao The Guardian e transcrita pelo Ultimate Guitar, Lee e Lifeson comentaram sobre a escolha e disseram:
“Para ser honesto, acho que não sabíamos quais eram as nossas expectativas quando ela chegou. Quando começamos a tocar com ela, algo parecia errado. E eu, claro, pensei: ‘Isso não vai funcionar’. Aquelas viradas aparentemente impossíveis não eram problema nenhum para ela. O difícil era entender uma relação entre caixa, bumbo e chimbal que era diferente da sua formação.
Os primeiros quatro dias foram uma montanha-russa, ela estava nervosa, com jet lag, e nós estávamos inseguros. Tivemos uma pequena conversa antes do último dia — ‘Não sei, Al, será que isso vai dar certo?’ Falamos sobre todas as coisas que gostávamos nela, sua ética de trabalho, o fato de ser uma pessoa agradável, com profundo conhecimento e grande capacidade técnica. Então, havia muitos pontos positivos. Por isso, não deveríamos ter pressa. E chegamos ao último dia e ela simplesmente arrasou.”
Lifeson acrescentou:
“De repente, ela entendeu do que estávamos falando durante toda aquela semana. Não sobre o aspecto técnico, mas sobre as coisas que aconteciam entre os grandes momentos, que o Neil dominava tão bem, e aquelas dinâmicas internas que só outro baterista consegue entender, e tudo fez sentido para ela.
Embora Lifeson tenha observado que as partes de Nilles “têm que ser fiéis aos arranjos, porque essa é a expectativa dos fãs”, ele também acrescentou que um certo grau de liberdade criativa não está proibido:
Não impomos nenhuma restrição a ela. Quando ela se sente confortável e confiante com os arranjos, ela tem liberdade para aprimorá-los com seu próprio espírito.”
O Rush virá ao Brasil no próximo para o total de seis shows até o momento. Os ingressos para a segunda data em São Paulo começaram a serem vendidos nesta quinta-feira (5) no site da Eventim. A banda passa no dia 22 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba; em 24 e 26 de janeiro, no Allianz Parque, em São Paulo; em 30 de janeiro, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro; em 1º de fevereiro, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte; e em 4 de fevereiro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília.
Foto: Richard Sibbald
