Portnoy destaca diferença para Mangini: “Prefiro tocar sem metrônomo” e explica porque

O Dream Theater ficou conhecido por suas músicas longas e com alto nível técnico na hora da composição. Para muitos, parece impossível reproduzir os andamentos feitos em discos da banda, mas será que os músicos já se enrolaram na hora de executar alguma dessas faixas?

Em conversa com o Overdrive Live, Mike Portnoy foi questionado se ele acha difícil tocar em tempo 7/8 e se “já se perdeu” em algum show. Ele então responde:

“Bem, 7/8 é fácil. 19/16 e 21/16, aí começa a ficar um pouco mais complicado. Mas, sim, às vezes nos perdemos. Acontece. Somos seres humanos, e eu gosto do fato de sermos seres humanos. Não tenho medo de errar. Acho que isso mostra que não estamos usando faixas pré-gravadas ou tocando com metrônomo. Para mim, é muito importante não tocar com metrônomo. Isso foi algo que precisei estabelecer quando voltei para a banda. Porque eu nunca fazia isso antes, e ainda não quero fazer. Nos anos em que estive fora, sei que o Dream Theater fazia. Então, uma das coisas importantes para mim era ter o elemento humano. Prefiro errar e ser autêntico do que ser perfeito, chato e uma máquina. Então foi isso.” Para mim, é importante que sejamos autênticos. E de vez em quando, alguém comete um erro, e tudo bem. Acho que é isso que torna a música real.

Na sequência, ele fala como faz para “se achar” quando perde o andamento de alguma música e porque acha mais fácil tocar sem o metrônomo:

 “Para mim, acho que é mais fácil sem metrônomo. Aliás, ouvi os outros caras do Dream Theater falando sobre isso, porque eles comentavam que quando tocavam com metrônomo com o Mike Mangini, se houvesse algum erro, era difícil corrigir porque você estava preso à faixa. Você não conseguia improvisar; não conseguia fazer funcionar. Então, pessoalmente, acho que é mais fácil sem nada programado, porque você é humano e se adapta. No fim das contas, eu sou o maestro — o baterista é o maestro da banda — e sou eu quem define os tempos, dá as entradas e toca as notas finais. Todo mundo está me seguindo e me observando, incluindo o técnico de luz, o operador de laser e a equipe de vídeo; todos estão conectados com o que estou fazendo. Eu tenho um pad eletrônico atrás de mim.” A bateria é o sinal que eu dou para todo mundo. Só nós conseguimos ouvir. Então eu dou o sinal para todos. E se alguma coisa sair do ritmo, eu, como baterista e maestro, tenho que chamar a atenção de todos com o sino e nos reunir novamente. Não acontece com frequência, mas é um truque bom de se ter.”

Dream Theater retorna ao Brasil este ano para seis shows. Confira abaixo as datas e locais

  • 03/05: Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna) — ingressos via Fastix
  • 05/05: Curitiba (Live Curitiba) — ingressos via Fastix
  • 07/05: Brasília (Dois Ipês / antigo Opera Hall) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 09/05: São Paulo (Vibra São Paulo) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 10/05: Rio de Janeiro (Vivo Rio) — ingressos via Clube do Ingresso
  • 12/05: Belo Horizonte (BeFly Hall) — ingressos via Fastix

Foto: André Tedim

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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