Resenha: Exodus – “Goliath” (2026)

Acabou a espera. Depois de mais de 4 anos, finalmente os veteranos Thrashers do Exodus fizeram vir à tona, “Goliath“, o 12° álbum da banda, que sucede “Persona Non Grata“. 

Lançado nesta sexta-feira, 20 via Napalm Records, e o melhor, ganhará versão brasileira através do selo Valhall Music, o que facilita muito a vida do fã tupiniquim, que não precisará gastar em dólar para importar o álbum, ainda mais em tempos de guerra, o disco marca o retorno do vocalista Rob Dukes, que voltou no ano passado e seu último álbum com o Exodus tinha sido “Exibhit B: The Human Condiction“, em 2010, e dezesseis anos depois, a banda repete exatamente o mesmo lineup. 

Já que falamos no álbum “Exibhit B: The Human Condiction“, outra coincidência se repete em “Goliath“. O vocalista e guitarrista do Hypocrisy, Peter Tägtgreen, que participou de uma das faixas do álbum de 2010, foi novamente convidado e gravou os vocais na faixa “The Changing Me“. Outra participação no álbum é da violinista Katie Jacob, que tocou cordas na faixa-título. 

O álbum foi gravado no decorrer de 2025, enquanto Gary Holt se dividia seu tempo entre alguns shows que o Slayer realizou. A própria banda assinou mais uma vez a produção, enquanto que Mark Lewis fez a mixagem e masterização. Este é o trabalho do Exodus que mais contou com a participação de todos os músicos na composição. A arte da capa foi mais uma vez assinada pelo artista sueco Pär Olafsson. 

A banda já havia lançado alguns singles, o que aumentou ainda mais a ansiedade por parte dos fãs. O clipe da música “3111“, que fala sobre a violência do cartel de Juarez, no México, uma das cidades mais violentas do mundo, causou problemas, já que o YouTube ameaçou retirar o canal do Exodus da plataforma, por conta do conteúdo explícito mostrado, o que fez com que eles criassem o próprio site e divulgassem seus clipes por lá. 

Hora de dar play no álbum e “Goliath” traz o velho Exodus de sempre. Pesado, raivoso, riffs rápidos e precisos, bateria esmagadora, baixo extremamente pesado, tendo o Thrash Metal como carro chefe, mas sem abrir mão de algumas influências modernas e até um flerte com o Doom Metal, como na faixa-título, arrastada e pesada ao extremo. O álbum tem dez faixas, duração de 54 minutos, onde podemos destacar músicas como “Hostis Humani Generis“, “The Changing Me“, “Promise You This”, que é disparada a melhor do disco, “Beyond Even the Horizon“, e “The Dirtiest of the Dozen“. É música impiedosa, para poucos ouvidos. 

O ano mal começou e as bandas têm tentado se superar. Cada uma à sua maneira, lançando discos fenomenais. Não seria o Exodus a banda que decepcionaria nem a cena, tampouco seus seguidores. O álbum é soberbo do início ao fim e mostra que o tempo de estrada é ótimo, amadurece e faz com que alguns de nós melhore ainda mais. Longa vida ao Exodus

NOTA: 8.0

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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