Resenha: Black Label Society – “Engines of Demolition” (2026)
Depois de quase cinco anos, o Black Label Society, enfim, lançou nesta sexta-feira, 27, “Engines of Demolition“, o décimo segundo álbum da discografia da banda liderada por Zakk Wylde. Esse foi o maior intervalo de tempo entre dois álbuns da banda.
O álbum começou a ser esboçado ainda em 2022, porém, compromissos de Zakk Wylde com o Pantera que se reuniu e convidou o guitarrista para ser o substituto de Dimebag Darrell, além de shows com seus outros projetos, como o Zakk Sabbath, que passou pelo Brasil em 2024, foram adiando a conclusão dos trabalhos.
A atual formação do BLS conta com o baixista John DeServio, o guitarrista Dario Lorina e o baterista Jeff Fabb, e eles estão juntos desde 2014, sendo a formação mais longeva da história da banda, que já se aproxima dos 30 anos de existência. Então, aqui não temos problemas como falta de entrosamento entre os músicos.
Gravado no decorrer de 2025, a banda havia apresentado aos fãs 4 singles, desde o mês de setembro. Em janeiro deste ano, a banda anunciou o título do novo play e a data de lançamento. O disco saiu pelo selo MNRK Heavy, e por enquanto não tem previsão de lançamento de uma versão nacional.
Durante o período em estúdio, Zakk sofreu com a perda de seu companheiro Ozzy Osbourne, com quem o guitarrista se apresentou pela última vez, durante o Back to the Beginning, o show que marcou as despedidas do príncipe das trevas e do Black Sabbath, dezessete dias antes de seu falecimento. E Zakk fez uma homenagem ao seu parceiro, com a música “Ozzy’s Song“, que traz um solo cheio de feeling.
O álbum pode causar uma estranheza aos fãs que se habituaram com a sonoridade de álbuns como “Sonic Brew“, “1919 Eternal” e “The Blessed Hellride“, mas, por outro lado, Zakk mostrou que consegue dosar muito bem partes pesadas, com boas melodias. E sua performance vocal melhorou muito, principalmente em comparação aos três álbuns citados. Zakk tem evoluído muito na performance vocal, o que é difícil, principalmente para quem acumula também a função de guitarrista.
Colocando o disco para rolar, o Black Label Society nos apresenta uma imensa gama de direções. Temos canções radiofônicas como “Name in Blood“, baladas como “Better Days & Wiser Times“, “Back to Me” e “Ozzy’s Song“. Temos treze músicas em 51 minutos, onde podemos destacar músicas como a pesada e densa “Broken and Blind“, “Lord Humungus” e “Pedal to the Floor” que têm um clima Stoner, além de “Gatherer of Souls” e “The Stranger“, essas duas muito influenciadas por Tony Iommi.
Pode até não ser o melhor disco da carreira do Black Label Society, e de fato não é, mas mostra que Zakk sabe muito bem mostrar a sua versatilidade, e de certa forma, combina o que ele tem feito no Pantera e no Zakk Sabbath, além de nos remeter ao Pride & Glory em alguns momentos. O disco tem muito feeling e a produção também colaborou para que o produto final seja acima da média.
NOTA: 7.0
