Judas Priest: 49 anos de “Sin After Sin” e a primeira aparição nas paradas musicais

Há 49 anos, em 8 de abril de 1977, o Judas Priest lançava “Sin After Sin“, o terceiro álbum da discografia desta banda que é cultuada por uma maioria esmagadora dos fãs de Heavy Metal. O álbum é tema do nosso bate-papo desta quarta-feira. Vamos contar um pouco da história deste play.

Após os dois primeiros álbuns, que são de uma relevância tremenda, mas que não se destacaram em termos de vendas ou nas paradas de sucesso, a banda rompeu com a Gull Records. “Sin Alter Sin” marca a estreia pela Columbia, isso nos Estados Unidos, uma vez que no Reino Unido, o disco foi distribuído pela CBS. Esse foi o primeiro disco que rendeu notoriedade comercial para o Judas.

Lançado apenas 13 meses após “Sad Wings of Destiny“, o aniversariante do dia teve o processo de produção e gravação relativamente rápido. A banda se reuniu no Ramport Studios, em Londres, durante os meses de janeiro e fevereiro. O produtor escolhido foi ninguém menos do que Roger Glover, à época, afastado do Deep Purple. O produtor exerceu bastante influência no disco, pois a banda estava disposta a gravar uma versão para “Race With the Devil“, do The Gun, porém, ele os convenceu a fazer uma versão para “Diamond and Rust“, da cantora folk estadunidense Joan Baez.

A arte da capa é inspirada no Mausoléu de Alexander Gordon, localizado no cemitério Putney Vale, em Londres, muito bonita por sinal. Este é o único registro com o baterista Simon Phillips, então com 19 anos de idade. Ele não é creditado como membro da banda e sim como músico adicional. 

O álbum tem 8 canções em 40 minutos de duração, e os destaques ficam por conta de faixas como “Sinner“, “Starbreaker“, “Let us Play/ Call for the Priest“, além da clássica “Dissident Aggressor“, que anos depois ganhou uma versão do Slayer que a deixou ainda mais maravilhosa.

Temos aqui muita qualidade em um disco que seria imortalizado como uma das pérolas do estilo que hoje nós abraçamos e cultuamos. “Sin Alter Sin” marcou a primeira aparição do Judas Priest nas paradas, alcançando o 23° lugar no Reino Unido, a 49ª posição na Suécia, além de ter sido premiado com Disco de Ouro nos Estados Unidos. Em 2001, o álbum foi relançado com a inclusão de duas faixas bônus: o cover para “Race With the Devil“, que havia sido brecada pelo produtor Roger Glover, além de uma versão ao vivo para a música “Jawbreaker“,  executada durante apresentação em Long Beach, na Califórnia, em abril de 1984.

Enfim, um baita disco que caminha para completar 50 anos e vai envelhecendo muito bem. Para nossa felicidade, o Judas Priest segue na ativa, e lançou em 2024, o seu mais recente álbum, chamado “Invencible Shield“. Enquanto aguardamos um retorno da banda ao Brasil, vamos ouvindo esse baita play no volume máximo. Este ano, temos o documentário da banda produzido por Tom Morello e mostra o protagonismo de Rob Halford, um cara gay que se impôs para se tornar referência em um estilo completamente machista. Longa vida ao Judas Priest

Sin Alter Sin – Judas Priest

Data de lançamento – 08/04/1977

Gravadoras – CBS/ Columbia

 

Faixas:

01 – Sinner

02 – Diamonds and Rust

03 – Starbreaker

04 – Last Rose of Summer

05 – Let us Prey/ Call for the Priest

06 – Raw Deal

07 – Here Come the Tears

08 – Dissident Aggressor

 

Formação:

  • Rob Halford – Vocal
  • K. K. Dowing – guitarra
  • Glen Tipton – guitarra
  • Ian Hill – baixo
  • Simon Phillips – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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