Porque Gus G não quis entrar em outra banda após tour com Ozzy Osbourne
O guitarrista Gus G conversou com o The Metal Voice onde ela falou o porque de não querer mais ser um músico contratado em uma banda após finalizar a turnê com Ozzy Osbourne. Ele diz:
“Depois da minha passagem pela banda do Ozzy , foi uma decisão consciente não entrar em outras bandas. Porque recebi propostas para fazer testes, potencialmente para bandas muito maiores que a minha, claro. Mas eu não queria voltar àquela situação de ser um cara descartável, sem poder tomar as decisões. Já passei por isso algumas vezes na vida. E pensei, além disso, que precisava parar e refletir se qualquer coisa que eu fizesse depois do Ozzy seria realmente um retrocesso, então, se fosse para piorar, que fosse nos meus próprios termos. E eu realmente gosto de tomar as minhas próprias decisões.”
Ele continua:
“Vou te contar, nem sempre foi fácil. Quase que eu tive que provar meu valor de novo. Porque eu tinha minha carreira antes do Ozzy com o Firewind, e depois do Ozzy, meio que tive que começar do zero, por mais estranho que pareça. No começo, achei que ia retomar de onde tinha parado, mas não foi assim. Eu realmente tive que me virar e jogar com cachês menores do que antes, batalhar bastante e investir nisso, por assim dizer. E aí, recentemente, depois da pandemia, as coisas começaram a melhorar. Está tudo bem agora, cara, e estamos numa boa posição em que podemos olhar para o nosso calendário com um ano e meio de antecedência e saber o que vem por aí. E eu adoro isso — adoro essa liberdade de tomar as decisões e ter uma equipe incrível com quem podemos nos comunicar e fazer coisas incríveis — criar nossas próprias coisas, basicamente. Criar nosso próprio futuro e nossas próprias oportunidades.”
Gus ainda falou como o estilo de vida de luxo de um rockstar pode ser perigoso se tudo subir a cabeça:
“Sim, mas você precisa realmente não deixar isso subir à cabeça. Porque mesmo quando você está nessa situação, e eu tive uma boa amostra disso, obviamente, por vários anos, você precisa perceber que não se trata de você. Você está apenas trabalhando lá. E você tem um lugar privilegiado para tudo isso, para esse estilo de vida — você pode se hospedar no Four Seasons todas as noites, voar em jatos particulares e tudo mais — mas não se trata de você. Você está trabalhando para um artista, para outra pessoa, ou para uma banda, seja lá o que for. Então, se você perceber isso, que não se trata de você, mas de outra pessoa, seu trabalho ali é fazer essa pessoa brilhar. Então, quando você fizer o seu trabalho, sim, será em uma escala muito menor e, sim, talvez com uma equipe muito menor e talvez não em um carro tão bom, ou você não voará em jatos particulares, mas em voos comerciais, como o resto dos mortais. Mas eu, pessoalmente, não tenho nenhum problema com isso. Eu acredito em construir o seu próprio império.”
Gus G lançará seu quinto álbum solo, “Steel Burner”, em 24 de abril de 2026 pela Metal Department Records e conta com participações de Doro Pesch, Dino “Jelusick” Jelusić, Matt Barlow e Ronnie Romero.

Ele entrou nessa linha de Steve Vai, Ingwie, Kiko Loureiro e outros. Quem tem o privilégio de tocar solo, tá de boa e quem não tem entra em qualquer banda desque que o cachê seja bom e vantajoso. O cara tem técnica, feeling e carisma. Abraços!