David Draiman não está arrependido de assinar míssil e diz que faria novamente

David Draiman causou barulho na internet quando em 2024, assinou um míssil durante uma visita sua ao Israel as Forças de Defesa de Israel (IDF), míssil esse que foi jogado em Gaza. Na ocasião, ele escreveu na bomba “Foda-se o Hamas”.

O vocalista do Disturbed participou do The Magnificent Others, o podcast de Billy Corgan do Smashing Pumpkins, onde ele foi questionado se está arrependido do seu ato. Draiman então diz que não, e ainda afirma que faria novamente, conforme transcrito pelo Confere Rock:

Eu assinaria cada peça de equipamento militar existente e isso significasse que o Hamas finalmente fosse erradicado e que o povo palestino tivesse uma chance real de um futuro de verdade. Sabe, o extremismo é um câncer para qualquer pessoa, para qualquer parte da civilização. E eles foram criados para odiar, massacrar e ter sede pelo assassinato de judeus desde o dia em que nasceram.

Existem organizações da ONU, como a UNRWA, que facilitam esse ódio, cujas escolas possuem material didático que é pura incitação, que têm personagens de desenho animado que glorificam o assassinato de judeus. Todo um aspecto da sociedade precisa ser drasticamente transformado. É comparável ao que aconteceu com a Alemanha nazista depois da Segunda Guerra Mundial. Havia um grupo inteiro de pessoas que vivia, respirava e morria por uma causa, e essa causa era massacrar judeus.

Draiman ainda diz que as acusações de que o míssil matou inocenetes e que ele assinou isso são erradas, e afirma:

A insinuação de que cada peça de equipamento militar usada naquele conflito matou inocentes é absolutamente absurda. Mesmo que você aceite os números do Ministério da Saúde do Hamas como verdadeiros, você está falando da menor proporção de civis por combatente na história da guerra moderna. Você está falando de uma guerra que precisava ser travada em um ambiente urbano, onde o martírio não só é glorificado, como também é incentivado e faz parte da cultura. Existem mães palestinas que sonham que seus filhos um dia se tornarão mártires, e é uma maneira repugnante de viver. Desejo-lhes algo melhor.

Quando questionado por Corgan sobre a morte de inocentes em meio ao conflito e se David está de acordo com isso, ele responde:

Conflito, ódio, guerra… é uma escolha. Eu acho que ambos os lados precisam escolher de uma forma diferente. Mas, se você for forçado a isso e não tiver escolha, o que você deveria fazer? Se o Hamas depusesse as armas, como deveria fazer de acordo com o acordo de cessar-fogo atualmente em vigor, isso não tem sido respeitado por eles. Eles não depuseram as armas, nem se recusaram a desarmar. Eles se recusam a renunciar ao poder.

Eles continuam a aterrorizar a população palestina, continuam a cometer assassinatos seletivos de pessoas que se opõem a eles. Continuam a abusar de sua posição sequestrando suprimentos e vendendo-os a preços mais altos, aproveitando-se completamente da população que deveriam proteger. Eles não investiram seus recursos em infraestrutura, não gastaram nada cuidando do povo da Palestina. Gastaram o dinheiro cavando túneis, transformando canos de água em foguetes, intensificando o ódio. E isso é um desperdício.

Eu adoraria que essa nova ideia de uma nova Gaza se tornasse realidade. Acho que a prosperidade econômica pode dissuadir o extremismo, pode fazer as pessoas pensarem que existem coisas melhores em que se concentrar. Tenho a chance de ter uma vida melhor aqui, de sair desse desespero resultante desse ciclo interminável de violência. De ambos os lados, judeus em Israel e palestinos, estejam eles em Gaza, na Cisjordânia ou em qualquer outro lugar, todos precisam entender que ninguém vai a lugar nenhum. Então você aceita isso como algo que precisa ser aceito.

O míssil assinado por David Draiman foi uma “resposta” devido ao ataque que aconteceu em 7 de outubro de 2023 onde o Hamas atacou Israel por Gaza.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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