In Flames entrega show avassalador e se destaca entre os melhores do Bangers Open Air
Terminando as do dia no Palco Ice, o In Flames trouxe o seu death metal melódico apoteótico e se afirmou como um dos melhores shows do primeiro dias de festival.
Na quinta-feira, a banda já havia realizado um show solo na Audio e esquentou os ânimos para o que viria no sábado, e não foi por menos. Rodas surgiram no Lounge do evento, sinalizadores no meio da plateia apareceram cerca de duas ou três vezes, um som extremamente bem regulado, com todos os instrumentos sendo muito bem ouvidos, e a voz de Anders Friden soando muito bem e audível, e mostrando boa forma do vocalista que tem domínio tanto de sua voz limpa como os vocais rasgados.

Começando com a clássica “Pinball Map“, o In Flames entra em jogo com força e arranca ovação do público, que parecia estar em grande parte ali para ver um dos principais nomes do death metal melódico e porque não, também do metal moderno. Quando tocam “Deliver Us“, logo já como terceira faixa o mundo vem abaixo, com sua introdução pesada e groovada e linhas vocais alternadas, até explodir em um refrão um tanto marcante que foi cantado a plenos pulmões por todo o setor.
Quando o In Flames apostou no diferente com “Soudtrack to Your Escape“, onde flertaram com o metal moderno e até mesmo o nu-metal, muitos fãs da banda torceram a cara para eles, mas o tempo redimiu algumas faixas do álbum e é o caso de “The Quiet Place“, que colocou a plateia para pular e cantar junto.

Quando a plateia começou a ovacionar o nome da banda, Anders Friden se mostrou bastante emocionado e falou sobre como uma banda vindo de algo tão pequeno quando começou, hoje chega ao Brasil angariando tantos fãs dedicados e agradece a cada um porque sem eles, nada disso teria acontecido. E essa foi a deixa para que “Trigger” aparecesse com sua introdução pesada que parece um rolo compreensor.
Mais uma vez, Friden se dirigiu ao público e dessa vez, ele falou sobre como esse era um momento para se divertirem e mais uma vez agradece aos fãs da banda e pede para que eles amem aos irmãos e irmãs, ame a música e faça um momento especial, que aproveitem o que estava sendo feito ali e foi assim que “Only For The Weak” chegou, tirando pulos e mais pulos de uma plateia que estava em êxtase com o que estava sendo entregue naquele pouco mais de uma hora e os sinalizadores deram as caras mais uma vez.

Daí em diante o In Flames desfilou hits e mais hits, fazendo do show um compilado dos seus maiores hinos. “Meet Your Maker” e “State of Slow Decay“, ambas do último disco “Foregone” fizera um “arrastão”, principalmente a segunda, com uma introdução bizarramente pesada e que soa perfeita ao vivo. A sequência final vem com “Alias“, um pouco mais lenta e de ótimo refrão, “The Mirror Truth” e “I Am Above” tem recepções calorosas. O final vem com a forte “Take This Life“, rápida, agressiva, direta, com resposta imediata da plateia!
O In Flames podia facilmente ter sido o headliner principal da noite, trazendo um show redondo, afiado e poderoso, pincelando os seus mais fortes hits e acertando em cheio com um setlist completo e que agrada tanto os fãs mais ardorosos como os que não conheçam tanto da banda, sendo mais próximos dos seus singles. Seja qual for a sua categoria, um show de uma banda forte, unida e que tem certeza do que faz você tem diante de seus olhos! Pronto para o próximo!

