Nicko McBrain relembra era Blaze Bayley no Iron Maiden e diz que volta de Bruce foi “plano de Deus”
Durante uma nova entrevista com a Kerrang!, Nicko McBrain relembrou o período em que Blaze Bayley atuou como vocalista do Iron Maiden. O cantor esteve a frente da banda por cinco anos, atuando entre os anos de 1994 e 1999 e gravou os discos “The X Factor” e “Virtual XI”, não sendo álbuns tão bem aceitos pelos fãs na época de seus respectivos lançamentos.
McBrain relembrou esse período. Ele disse:
“Para Blaze, substituir Bruce foi muito difícil. Bruce era mais soprano do que barítono, que é o que eu acho que Blaze era, então houve um problema com os fãs o aceitando, e estávamos tocando em teatros pequenos e em alguns clubes na Flórida. Mas o ponto é: isso nunca diminuiu o espírito da banda. Em certos shows, Blaze teve dificuldades e os fãs meio que pensaram: ‘Ah, isso não é o Iron Maiden no seu melhor’, mas ainda éramos o Iron Maiden , só que um Iron Maiden diferente. A essência da banda não mudou nem um pouco.”
Ele continua:
“Eu adorava o Blaze. Eu era como um pai para ele, eu dizia: ‘Vou te proteger quando sairmos em turnê’. Passamos muito tempo juntos e eu o adorava. No final, eu tinha minhas dúvidas, digamos assim, sobre algumas das apresentações enquanto nos preparávamos para a turnê ‘Virtual XI’ , que está documentada no filme. Mas nunca perdemos a essência do que era o Iron Maiden, especialmente com o Steve no comando. O Steve nunca vacilou e apoiou o Blaze incondicionalmente, assim como todos nós. Mas aí começaram a aparecer rachaduras. Parecia que ‘Ou temos que mudar isso ou não vamos sobreviver’. E então o Bruce , obviamente, voltou e nós sabemos o que aconteceu depois.”
McBrain também abordou o fato de ainda estar irritado com Dickinson por ela ter saído quando o cantor retornou ao Maiden e não escondeu isso do cantor:
“Eu sabia que precisava dizer algo para ele, porque era assim que eu me sentia. Me senti traído por ele, no meio da turnê ‘Fear Of The Dark’, quando anunciou que ia embora. Pensei: ‘Preciso resolver isso com ele’. Havia dúvidas sobre os motivos dele para voltar. Mas depois daquele primeiro encontro em Brighton, tudo se resolveu. Estávamos no pub e eu o abracei e disse: ‘Olha, cara, é ótimo, fico feliz que você voltou, mas escuta, não posso mudar o que sinto e o que eu disse sobre isso. Eu te amo, mas é assim que me sinto’. Ele simplesmente se virou e disse: ‘Eu não mudaria nada, Nicko , eu também te amo’. E essa foi a última vez que conversamos sobre isso, até hoje.”
McBrain aludiu o retorno de Bruce como uma espécie de “chamado”, ao dizer:
“Bem, isso me mostra a sinceridade e a verdade em seu coração. Como eu disse, eu precisava dizer isso para Bruce porque queria que ele soubesse que nem tudo seria ‘Ah, é, você sabe o que eu disse? Bobagem’. Era algo que estava na minha mente. Acho que tudo foi plano de Deus — não do Rod, que Deus o abençoe — porque quem poderia ter planejado isso a não ser Deus dizendo: ‘Certo, vocês vão ter um novo vocalista, depois vão trazer o antigo de volta, e ele vai trazer o Adrian com ele, e então vocês vão gravar esses discos.'” Lançamos ‘Brave New World’, que foi o início do nosso retorno às mega turnês em estádios, o que nos recolocou no mapa. O retorno de Bruce e Adrian completou a banda.”
O Iron Maiden lança seu novo documentário, “Burning Ambition“, que contará a trajetória em seus 50 anos de carreira.
