Accept: 37 anos de “Eat the Heat”, o primeiro álbum sem Udo

Há 37 anos, em 11 de maio de 1989, o Accept lançava “Eat the Heat“, o oitavo álbum desta poderosa banda alemã, e que é tema do nosso bate-papo desta segunda-feira.

Este é o primeiro álbum do Accept que não contou com o vocalista Udo Dirkshneider, que participou gravando backing vocal para a música “Stand 4 What U R“. Ele havia saído logo após o lançamento de “Russian Roulette“, e o guitarrista Jorg Fischer também saiu. As razões para a saída de ambos foram divergências musicais. Nos lugares de Udo e Jorg Fischer, entraram David Reece e Jim Stacey, mas este não tocou no álbum, ainda que tenha sido creditado e aparecer na foto da capa. 

Com a mudança na voz, a banda retornou ao Dierks Studios, que à época ficava na Alemanha Ocidental. O álbum foi gravado entre os meses de setembro de 1988 e janeiro de 1989. A produção foi assinada por Dieter Dierks, que voltava a trabalhar com o Accept depois de “Metal Heart“, lançado em 1985. 

Mais uma vez, o Accept contou com a ajuda de Deaffy nas composições. Além de colaborar com as letras, ela era empresária da banda e foi por muito tempo casada com Wolf Hoffmann. Além de Udo, também participaram do álbum Jack Virgil e Mark Dodson. Jack gravou backing vocal em “Chain Reaction“, e Dodson fez backing vocal em “Stand 4 What U R“. 

Dando play na bolacha, temos o Accept flertando com o Glam Metal. Nosso aniversariante é formado por dez canções, tem duração de 53 minutos, e os destaques ficam por conta de faixas como “Chain Reaction” e “D-Train“, esta última talvez seja a que mais nos remete ao Accept clássico, que o fã admira. Apesar de bem tocado e bem produzido, o álbum ficou aquém das expectativas. 

Eat the Heat” não foi bem recebido. A imprensa especializada ficou desapontada com os resultados alcançados pela banda, ao mesmo tempo que este é o álbum que conta com o menor apreço por parte dos fãs. É o segundo álbum com o menor número de músicas tocadas ao vivo, só ficando à frente do álbum de estreia. Ainda assim, a faixa “Hellhammer“, ainda é tocada vez por outra, como na última apresentação, em Estocolmo, no dia 6 deste mês. 

Apesar da morna receptividade, o álbum frequentou algumas paradas de sucesso mundo afora, como o 15° lugar na terra natal da banda, a Alemanha, 19° na Noruega, 25° na Finlândia, 26° na Suécia, 87° no Japão e o 139° na “Billboard 200”. Números bem discretos para o que uma banda como o Accept tem condições de alcançar. 

O Accept caiu na estrada e os primeiros shows foram pelos Estados Unidos, quando o baterista Stefan Kaufmann sofreu uma lesão nas costas, que o obrigou a afastar-se de alguns shows, quando foi substituído por Ken Mary. Outras datas foram agendadas para a América do Norte, onde eles tocaram com o Metal Church e o WASP, mas os shows foram um fracasso de audiência. 

A turnê foi cancelada depois de uma briga entre David Reece e Peter Baltes, nos bastidores do Vic Theater, em Chicago, e posteriormente, o Accept se separou em 1990. Mesmo sem atividades, a banda lançou o álbum ao vivo “Staying a Life“, com a formação anterior, o que dava pistas de um retorno com Udo, que se confirmou em 1992. 

Apesar de ser um álbum não tão brilhante, ele faz parte da história do Accept e por isso vamos celebrar mais um aniversário deste álbum. Felizmente a banda segue em plena atividade, tendo lançado o excelente “Humanoid“, em 2024. Desejamos uma longa vida aos alemães. 

Eat the Heat – Accept

Data de lançamento – 11/05/1989

Gravadora – Epic

 

Faixas:

01 – X-T-C 

02 – Prisoner

03 – Love Sensation 

04 – Chain Reaction 

05 – Stand 4 What U R 

06 – D-Train 

07 – Generation Clash

08 – Turn the Wheel 

09 – Hellhammer 

10 – Mistreated

 

Formação

  • David Reece – vocal
  • Wolf Hoffmann – guitarra
  • Peter Baltes – baixo
  • Stefan Kaufmann – bateria 

 

Participações especiais

  • Udo Dirkshneider – backing vocal em “Stand 4 What U R
  • Jacky Virgil – backing vocal em “Chain Reaction
  • Mark Dodson – backing vocal em “Stand 4 What U R

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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