Black Pantera coloca fogo no Allianz Parque em esquenta para o Korn
Responsáveis por abrir os trabalhos no Allianz Parque como primeira banda do dia na abertura para o Korn — e também a única representante nacional do lineup — o trio do Black Pantera entrou no palco disposto a instaurar o caos logo cedo. E conseguiu.

A missão começou com a explosiva “Boto pra F#der”, que não precisou de muito tempo para transformar a pista em uma guerra de rodas. Nos primeiros minutos, o público já respondia com empurrões, gritos e o clima insano que dominaria o restante da noite. Em seguida, “Padrão é o Caralh*” elevou ainda mais a temperatura, com o refrão ecoando forte pela pista comum enquanto o público brasileiro parecia finalmente assumir o protagonismo daquele momento — e impressionava a quantidade de pessoas que já ocupavam a arena naquele horário inicial.

Antes de seguir com a pancadaria sonora, Charles Gama abriu um espaço para falar sobre a emoção de estar dividindo a noite com o Korn, grupo que acompanhava desde a juventude. Vestindo uma camiseta antiga da era “Take a Look in the Mirror”, o vocalista comentou que jamais imaginou, quando comprou aquela peça anos atrás, que um dia estaria justamente ali, abrindo um show da banda, ao lado do irmão Chaene Gama e o baterista Rodrigo Pancha.

Mas o momento emotivo durou pouco. “Boom!” recolocou o Allianz em estado de combustão, preparando o terreno para a sequência “Abre a Roda e Senta o Pé/Dreadpool Zero”, que encontrou a plateia completamente entregue à apresentação.
“Candeia” trouxe um dos momentos mais interessantes do set. A introdução percussiva arrancou palmas espontâneas do público antes da música mergulhar em sua letra pesada e nas constantes mudanças de andamento. O refrão, acompanhado em coro e cercado por pulos incessantes, marcou um dos ápices da curta apresentação.
O caos voltou a dominar de vez durante “Cola”, mas o encerramento reservava algo ainda maior. “Fogo nos Racistas” transformou a pista em um verdadeiro pandemônio coletivo, com rodas enormes se abrindo enquanto o refrão era berrado em uníssono pelo público.
Mesmo ainda enfrentando comentários previsíveis e algumas caras torcidas por parte de quem insiste em questionar a presença do Black Pantera em eventos desse porte, o trio mostrou personalidade e intensidade suficientes para justificar sua escalação. Em um set curto, mas extremamente eficiente, a banda entregou exatamente a abertura necessária para uma noite daquele tamanho — e deixou sua marca no Allianz Parque.
Foto: PridiaBr/30e
