Wes Borland sobre o Limp Bizkit: “somos maiores do que nunca”

O nu-metal tem tido um grande momento de alguns anos para cá. Bandas tradicionais como Korn, System of a Down, Slipknot e o Limp Bizkit, tem feito a cabeça de muita gente nova pelas redes sociais, colocando músicas em trend de danças, treinos e tantos outros, que culminaram em shows gigantes e lotados dessas bandas mundo à fora.

Conversando com o Gear4music Guitars, o guitarrista Wes Borland, foi questionado se esse momento é propício ao Limp Bizkit trabalhar em músicas novas e se há planos para isso. Ele então responde:

 “Com certeza. Estamos planejando entrar em estúdio… Acho que temos algum tempo em agosto reservado para isso. Tivemos sessões de composição e há partes que podemos acabar usando em algumas das novas músicas. Fred e eu estávamos ouvindo alguns riffs e outras gravações de uma sessão de composição do ano passado e pensamos: ‘Nossa, eu tinha me esquecido disso. Eu tinha me esquecido disso.’ Então, temos algumas ideias para usar.”

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Falando sobre como é o processo de criação da banda, Borland comenta:

“Normalmente, o Fred chega com uma ideia, ou eu… O que eu realmente preciso fazer, e que não tenho feito há um tempo, antes de termos sessões de gravação, é estudar e… Porque temos estado tão ocupados ultimamente que, quando entramos no estúdio, o que aconteceu algumas vezes nos últimos anos, mas o retorno da nossa agenda tem sido incrível. Não sei se é o TikTok , a nostalgia ou o quê, mas temos estado muito, muito ocupados. Mas geralmente, no passado, quando gravávamos um disco, eu escrevia muitos riffs e depois os trazia para o estúdio, e então começávamos a construir as músicas a partir disso. Ou o Fred trabalhava em ideias de músicas em casa, e então desenvolvíamos a partir disso. E às vezes simplesmente começamos a improvisar. Ou ele diz: ‘Escreva a melhor coisa que você já escreveu agora, na hora.'” Mas algumas coisas acontecem. Quer dizer, acho que “Break Stuff” surgiu assim, tipo, eu criei o riff de abertura em duas partes que depende inteiramente de uma técnica simples de hammer-on… E ele disse: “Já chega”. E aí a gente começou a repetir aquilo. Então você nunca sabe o que vai acontecer. Porque era quase uma piada quando eu escrevi, porque era muito simples. Eu pensei: “Tipo isso?”. Simplesmente joguei algo fora, e aquilo se tornou a música mais perigosa do mundo.”

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O entrevistador então observa como bandas como o Korn e o Limp Bizkit são maiores do que antes nunca foram. Wes então diz:

“Estamos maiores do que nunca agora. É uma loucura. E não estou dizendo isso de forma arrogante. Estou dizendo que simplesmente não conseguimos acreditar. Temos muita sorte. Não sei exatamente como aconteceu, mas acho que as pessoas… Nós nos damos muito bem agora, somos todos adultos e ainda nos divertimos muito fazendo isso, e acho que isso se reflete no público.”

No ano passado, o Limp Bizkit lançou a nova música “Making Love To Morgan Wallen”, a primeira inédita desde o disco “Still Sucks“, de 2021.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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