Anika Nilles dá detalhes sobre seu kit de bateria em shows do Rush
Anika Nilles é a nova baterista do Rush e uma das curiosidades dos fãs é como será o seu kit de bateria para a turnê.
Neil Peart era um baterista gigantesco em todos os sentidos. Sendo um dos maiores (se não o maior) bateristas que este planeta já viu, além de sua técnica dos deuses, ele usava um kit de bateria enorme, que em muitas vezes ele se perdia em meio ao monstro que o acompanhava, mas ele sabia exatamente o que fazer com cada pedacinho do instrumento, inclusive usando uma bateria eletrônica para alguns efeitos durante as músicas ou em seus solos.
Em entrevista ao Slagwerk, Anika falou um pouco sobre a preparação do seu kit de bateria para a vindoura turnê onde ela assumirá o posto deixado por Neil. Ela diz:
Ainda não sei. Ainda não terminei de montar minha bateria e não consegui ouvir todas as músicas que vamos tocar. Se você analisar as baterias que ele usou ao longo dos anos, verá que elas sempre se caracterizaram por sons e cores ricas. Mas isso também variava de turnê para turnê. Nos anos 80, ele integrou muitos elementos de bateria eletrônica e, às vezes, usava três caixas. Minha bateria terá tudo o que é necessário para abranger as nuances que a música do Rush exige. Remontei toda a minha bateria em casa para poder tocar as músicas que preciso aprender da maneira correta. Também montamos a mesma bateria no estúdio de ensaio do Rush, no Canadá.
Ela ainda fala sobre se há mais ajustes para se fazer:
“Sim, com certeza! Eu tenho minhas próprias baquetas, as Pro Mark Anika Nilles Signature. Elas foram feitas para a sensação que eu uso no meu trabalho como baterista de fusion. Mas agora que toco rock, bato com muito mais força, então ajustamos minhas baquetas para 5AB. Elas são um pouco mais grossas e um pouco mais pesadas.”
Neil Peart era um baterista com uma identidade gigantesca e isso obviamente se refletia no som do Rush. Anika fala sobre alcançar esse som, mas sem perder a própria identidade dela junto a banda:
“Tenho uma ideia muito clara do meu próprio som e sei como criá-lo. Certamente não vou mudar isso, nem mesmo com o Rush. O som da caixa, o som do prato de condução e o som do chimbal dele são tão reconhecíveis, tão característicos do Neil. Eu me concentro principalmente na energia que era tão característica da forma de tocar de Neil.”
O Rush embarca em uma grande turnê pelo mundo e no próximo ano, a banda já tem data marcada para vir ao Brasil passando por cinco capitais. A venda dos ingressos começou na última sexta-feira e em algumas cidades, há setores esgotados.
