Resenha: Immolation – “Descent” (2026)

Acabou a espera. Depois de longos 4 anos, o mesmo tempo que esperamos para eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o Immolation finalmente trouxe “Descent“, o 12° álbum da veterana banda de Death Metal do estado de Nova Iorque. 

Lançado nesta sexta-feira, 10, através da Nuclear Blast, com direito a versão brasileira pelo selo Valhall Music, além de disponível também nas principais plataformas de streaming. O Immolation mantém seu lineup intacto desde o ano de 2016, o que é garantia de muito entrosamento entre os músicos. 

Produzido por Zack Ohrem, que já trabalhava com a banda desde “Majesty and Decay” (2010) quando passou a fazer mixagem e masterização dos discos, pela prileira vez ele assumiu a produção de uma obra dos mestres do Death Metal. Por conhecer bem a banda, ele não teve dificuldades e seu trabalho colaborou para que o resultado final fosse absurdamente excelente. 

Dois estúdios foram utilizados para a gravação do novo play do Immolation: guitarras, baixo e vocal foram gravados no Jpass Music, e a bateria foi gravada no Mercinary Studios, durante o ano de 2025. A arte da capa foi mais uma vez assinada pelo experiente artista Eliran Kantor. 

O álbum conta com a participação especial de Dan Lilker. O músico que fez parte dos primórdios do Anthrax, e também participou de bandas como o Brutal Truth, S.O.D., e Nuclear Assault, gravou os vocais em “Host” e também na faixa-título, fazendo um duo com Ross Dolan, e ajudou a abrilhantar ainda mais o novo lançamento. 

Ao contrário de muitas bandas, que com o passar do tempo, tendem a amaciar o som, o Immolation permanece tão bruto quanto nos primórdios. O mesmo se aplica nas letras, que eles não fazem a menor cerimônia em falar de Deus como um inimigo, o que vai agradar aos que curtem essa temática, mas vai causar repulsa na parcela conservadora dos fãs. Eles não parecem ligar para esses últimos. 

Botando a bolacha para rolar, o Immolation traz a sonoridade habitual, seu Death Metal, equilibrando rapidez, brutalidade e muito peso, aliado a muitas passagens atmosféricas. As guitarras da dupla Robert Vigna e Alex Bouks têm riffs assombrosos e solos sensacionais. Ross Dolan traz seu vocal inconfundível e o baterista Steve Shalaty é muito preciso, equilibrando blastseats e partes mais retas. 

O álbum é composto por dez músicas, sendo uma instrumental, e tem duração de 41 minutos. Os destaques ficam por conta de músicas como “These Vengeful Winds” e “Adversary“, que são umas desgraceiras em forma de música, e também outras faixas mais arrastadas como “God’s Last Breath“, “Attrition” e a faixa-título, fazem deste álbum um candidato a melhor disco de Death Metal do ano. 

O quarteto mostrou porque é um dos nomes mais relevantes e influentes da música extrema. “Descent” é a assinatura mais fiel do Immolation, e para nossa felicidade, os caras parecem longe de finalizar a sua história. A audição vale cada segundo. Vai agradar os fãs antigos e quem sabe, conquistar novos admiradores. 

NOTA: 8.0

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

One thought on “Resenha: Immolation – “Descent” (2026)

  • 12/04/2026 em 3:28 pm
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    Gostei do album!!!! Som com viradas na bateria metralhando no som e melodias bem trabalhada em forma de brutalidade sonora!!!! Gostei da música e vídeo de ¨Bend Towrards The Dark¨, música boa para tocar numa missa de Domingo!!!! Immolation tá no meu top 10 banda de Death Metal, som para assustar qualquer modinha ou fã de sertanejo universitário….valeu!!!!

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