Cannibal Corpse: 20 anos de “Kill”

Há 20 anos, em 20 de março de 2006, o Cannibal Corpse lançava o álbum de número dez de sua rica discografia. “Kill” vai ser o tema do nosso bate-papo desta sexta-feira. 

Após a excelente repercussão de “The Wretched Spawn“, a banda tinha que manter o alto nível. E para isso, eles inovaram. “Kill” foi o primeiro álbum onde as guitarras foram afinadas e tocadas com a afinação muito mais baixa, dando uma sensação de maior peso nas músicas. Os caras usaram a afinação G# (sol sustenido). 

Porém, o quinteto sofreu uma baixa: Jack Owen, um dos fundadores acabou abandonando a banda. E para seu lugar, a banda trouxe Rob Barrett de volta. Ele que gravou os álbuns “The Bleeding” e “VILE” e havia deixado sua vaga para Pat O’Brien, retornava para iniciar uma parceria com quem o substituiu, ainda nos anos 1990. 

A capa é uma curiosidade a parte, pois não há uma imagem grotesca e, consequentemente, sem aquele adesivo de “Aviso aos Pais”, comuns em bandas de Metal. A razão para uma imagem mais simples é que, segundo Alex Webster, não houve um consenso sobre a escolha de uma imagem e eles também queriam que os fãs se concentrassem nas letras. Ao menos com “Kill”, os caras não tiveram trabalho em ter que fazer duas capas alternativas e ter que lidar com os banimentos mundo afora. Essa é uma das três capas de discos que o Cannibal Corpse não adotou cenas de violência, pois segundo Alex Webster afirmou certa vez, eles não chegaram a nenhum acordo quanto a uma imagem a ser utilizada e também porque eles queriam que os fãs se concentrassem mais na música. Aspas para as palavras do baixista:

“A arte original que Vince [Locke] nos deu era muito legal, mas não achamos que seria a melhor capa. Decidimos usá-la como arte de interior e ter apenas um logotipo simples da banda/título do álbum. O foco principal da nossa banda deve ser a música de qualquer maneira, então não acho que seja grande coisa que a capa não seja uma cena de carnificina encharcada de sangue como nossas outras têm sido. Isso não significa que não teremos mais cenas sangrentas cobre no futuro embora.”

Então o quinteto se reuniu no “Mana Recording Studios“, em St. Petesburg, Flórida, com a produção do hoje atual guitarrista da própria banda, Erik Rutan, durante os meses de outubro e dezembro de 2005. 

O álbum tem 13 canções, sendo uma delas instrumental, e duração de 42 minutos. Os grandes destaques do play ficam por conta das faixas “Time to Kill is Now“, “Make Them Suffer” (que é lembrada até os dias de hoje nos shows da banda), “Murder Worship“, “Necrosadistic Warning” e “Death Walking Terror“. O Cannibal Corpse se consolidava ainda mais como uma banda técnica ao extremo, onde o ponto alto da brutalidade e complexidade das composições deste quinteto ficou em evidência durante a primeira década dos anos 2000 e que vai se mantendo assim, a cada álbum novo que a banda tem lançado. 

Sabemos que uma banda extrema como o Cannibal Corpse não costuma figurar nas paradas de sucesso, porém, “Kill” chegou a posição de número 170 na “Billboard 200“, foi o segundo álbum da banda a figurar no principal chart musical. Em duas subcategorias da mesma “Billboard“, o álbum brilhou: 6ª posição na “Heatseekers Albuns” e 16ª na “Us Independent Albuns“. Nas paradas germânicas, o álbum teve uma posição melhor, 59° e na França, o álbum também surgiu na posição de número 187. O aniversariante de hoje é um disco belíssimo e merece todos os confetes. Para nossa felicidade, o Cannibal Corpse segue na ativa, lançando discos e fazendo turnês, inclusive, tendo passado por terras brasileiras em 2022. Desejamos longa vida ao Cannibal Corpse, os reis do Death Metal. Que eles sigam mortais como sempre foram. Já está na hora de a banda lançar o sucessor do ótimo “Chaos Horrific“. 

Kill – Cannibal Corpse

Data de lançamento – 20/02/2006

Gravadora – Metal Blade

 

Faixas:

01 – Time to Kill is Now

02 – Make Then Suffer

03 – Murder Worship

04 – Necrosadistic Warning

05 – Five Nails Through the Neck

06 – Purification by Fire

07 – Death Walking Terror

08 – Barbaric Bluegeonings

09 – The Discipline of Revenge

10 – Brain Removal Device

11 – Manical

12 – Submerged in Boiling Flesh

13 – Infinite Misery

 

Formação:

  • George “Corpsegrinder” Fischer – vocal
  • Alex Webster – baixo
  • Pat O’Brien – guitarra
  • Rob Barrett – guitarra
  • Paul Mazurkiewicz – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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