Cannibal Corpse: 32 anos de “The Bleeding”, a despedida de Chris Barnes
Há 32 anos, em 11 de abril de 1994, o Cannibal Corpse lançava aquele que é considerado por muitos, o melhor disco da sua carreira. Estamos falando de “The Bleeding“, o quarto álbum de sua vasta discografia e que é tema do nosso bate-papo deste sábado.
Este álbum é marcado por chegadas e partidas: o guitarrista Rob Barrett fazia a estreia e ao mesmo tempo sua despedida da banda, mas voltaria em 2005 para substituir seu parceiro de guitarra aqui, Jack Owen. A outra despedida é de Chris Barnes que alegou não querer mais escrever e cantar temas gore, mas logo depois acabou dando prioridade ao Six Feet Under, nascido como um projeto sem muita pretensão, mas cresceu e está na ativa até os dias atuais… E com letras tão ou mais sangrentas do que a de sua ex-banda.
O álbum marca uma importante mudança musical: se antes a velocidade reinava absoluta, em “The Bleeding” aposta em mesclar partes rápidas com outras mais grooveadas e Chris Barnes trocou seus grunhidos por vocais, digamos mais compreensíveis. O resultado ficou ótimo.
Entre “Tomb of the Mutilated” e “The Bleeding“, a banda lançou o EP “Hammer Smashed Face“, que além da música mais famosa da banda e que deu nome ao extended play, conta ainda com dois covers: “The Exorcist“, do Possessed e “Zero the Hero“, composição do Black Sabbath lançada originalmente no ótimo “Born Again“. A versão do Possessed foi incluída como bônus track da versão remasterizada de “The Bleeding“, lançada anos mais tarde.
Pois os integrantes foram para o “Morrisound Recording”, em Tampa, Flórida, o mesmo estúdio em que o Sepultura gravou o álbum “Arise“, entre os meses de novembro e dezembro de 1993, sob a batuta do produtor Scott Burns e o resultado foi um disco simplesmente matador (com perdão do trocadilho). Lançado pela Metal Blade, o disco teve duas capas, pois, como de praxe, a banda sempre tinha a capa original censurada. E quem tem as cópias com a capa original não vende por dinheiro nenhum. Existe ainda, uma versão remasterizada do álbum, que traz como bônus um videoclipe para a faixa “Staring Through the Eyes of the Dead“, que inclusive, foi o primeiro a ser produzido pela banda.
Em 36 minutos de pancadaria sonora, o disco abre com as quatro primeiras faixas fazendo com que o ouvinte simplesmente não tenha tempo nem de olhar para o lado, só dá para banguear como se não houvesse amanhã. O álbum forjou alguns dos maiores clássicos como “Staring Through the Eyes of the Dead“, “Striped, Riped and Strangled” e “Fucked With a Knife“, mas também tem outros grandes momentos como em “Pulverized“, “The Pick-Axe Murders“, “She Was Ask for It“, a faixa-título e “An Experience in Homicide“. É uma aula de Death Metal.
“The Bleeding” foi lançado apenas dois meses depois do filme “Ace Ventura“, onde a própria banda aparece fazendo uma ponta, tocando a música “Hammer Smashed Face“. A participação da banda no filme deu-lhes um pouco mais de notoriedade. Quando se preparavam para lançar o sucessor do nosso aniversariante, Chris Barnes foi demitido. O frontman chegou a gravar as demos do álbum, que se chamaria “Created to Kill” e que depois foi rebatizado como “Vile” já com George “Corpsegrinder” Fischer no vocal.
A saída de Chris Barnes parece ser uma ferida que jamais será cicatrizada. Até hoje banda e vocalista trocam farpas, sendo que Chris parece ser o cara que sentiu mais a demissão, pois ele fala abertamente que jamais voltará a tocar com seus ex-colegas. A exceção é o guitarrista Jack Owen, que atualmente é seu parceiro no Six Feet Under.
“The Bleeding” é o quinto disco de Death Metal mais vendido dos Estados Unidos, com aproximadamente cem mil cópias. É apontado como o disco mais popular da banda. Hoje é dia de celebrar esse clássico do Death Metal, escutando-o no volume máximo. O Cannibal Corpse segue em plena atividade, e todos nós estamos aguardando o álbum que vai suceder “Chaos Horrific“, lançado em 2023.
The Bleeding – Cannibal Corpse
Data de lançamento – 11/04/1994
Gravadora – Metal Blade
Faixas:
01 – Staring Through the Eyes of the Dead
02 – Fucked With a Knife
03 – Stripped, Raped and Strangled
04 – Pulverized
05 – Return to Flesh
06 – The Pick-Axe Murders
07 – She Was Ask for it
08 – The Bleeding
09 – Forced Broken Glass
10 – An Expermient in Homicide
Formação:
- Chris Barnes – vocal
- Jack Owen – guitarra
- Rob Barrett – guitarra
- Alex Webster – baixo
- Paul Mazurkiewicz – bateria
