Geddy Lee explica porque escolheram Anika Nilles para o Rush e não Mike Portnoy
Em entrevista ao Fantástico, Geddy Lee e Alex Lifeson falaram sobre a decisão de retomar as atividades do Rush e porque decidiram escolher Anika Nilles, uma baterista de estilo tão diferente da banda ao invés de alguém que conhecia o catálogo todo do trio, como Mike Portnoy.
O baixista esclarece a questão, conforme transcrito pelo Confere Rock quando ele foi questionado o porque de não escolher o baterista do Dream Theater:
Bem, existem alguns motivos para isso. Em primeiro lugar, acho que Alex e eu queríamos evitar comparações óbvias. Sabe, quando você trabalha com um baterista desta ou daquela banda famosa, é muito fácil surgirem comentários. Você sabe como é a internet, como os fãs podem ser e como surgem discussões. Então, o que nos atraiu em Anika, em primeiro lugar, foi o entusiasmo ao ver o quão bem ela toca, sua habilidade técnica. Nunca nos ocorreu que ela viesse de um gênero musical diferente.
Acho que queríamos alguém com ideias novas, alguém com uma história, alguém cuja trajetória fosse bem recebida pelos nossos fãs. E acredito que Anika se encaixa perfeitamente nesse perfil.
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O jornalista Álvaro Pereira Júnior questiona se Anika já estava no rastro do Rush, caso uma volta aconteesse. Alex Lifeson responde:
Na verdade, nunca conversamos sobre isso, porque nunca foi uma preocupação. Pelo menos, até onde me lembro, eu estava indeciso sobre a ideia de voltar à estrada. Eu estava envolvido em outros projetos e me mantinha bastante ocupado. Não sabia se queria passar novamente por toda aquela rotina de turnês. Mas eu e Geddy nos reunimos e começamos a tocar algumas coisas. Inevitavelmente, tocamos músicas do Rush e nos divertimos muito. Percebemos o quanto gostamos de tocar juntos.
Somos muito bons amigos, todo mundo sabe disso. Somos amigos há muito tempo. Também somos compositores. Sessenta anos… acho que tive amigos assim desde os seis anos de idade. Parece terrível dizer isso, não é? Mas é verdade. Nos conhecemos há tanto tempo.
Estávamos nos divertindo muito tocando essas músicas e, depois de um tempo sem tocá-las, elas se tornaram desafiadoras novamente, o que deixou tudo ainda mais divertido. Então começamos a conversar sobre a ideia de compartilhar isso. Quanto mais falávamos, mais interessante parecia. A ideia ganhou vida própria e, de repente, aqui estamos com uma turnê completa.
Lee então brinca em seguida:
A resposta curta — que Alex na verdade não respondeu — é: essa é a razão pela qual nunca discutimos que tipo de baterista queríamos. Não havia planos de voltar à estrada. Quando, de repente, tudo aconteceu, dissemos: “Ok, agora precisamos de um baterista. Você conhece alguém?”
Álvaro então recorda uma entrevista de ano atrás de Lee onde ele já citava o nome de Anika:
Isso mesmo. Minha técnica de baixo, a Scully, tinha estado em turnê com Jeff Beck e voltou falando maravilhas dela. Foi um nome que anotei e pesquisei na época. Não era para uma turnê, porque não havia planos. Apenas pensei: “Essa é uma pessoa para se lembrar.” Talvez para um projeto solo ou algo assim. Então o nome dela foi o primeiro que sugeri ao Al. Eu estava conversando com um amigo jornalista que também é baterista, e ele me pediu para perguntar sobre a bateria da Anika, porque ela costumava usar um kit muito bom.
O Rush vem ao Brasil no próximo ano para uma série de shows e mais detalhes das apresentações você confere aqui.
