Helloween: há 39 anos, Michael Kiske estreava com “Keeper of the Seven Keys Part I”

Há 39 anos, em 23 de maio de 1987, o Helloween lançava “Keeper of the Seven Keys Part I“, o segundo álbum da veterana e influente banda, que é tema do nosso bate-papo deste sábado.

O álbum marca a estreia de Michael Kiske como vocalista. Ele passou a ocupar o posto que Kai Hansen acumulava com a função de guitarrista. A razão para a escolha de Kiske foi a dificuldade encontrada por Hansen em tocar e cantar durante a turnê anterior.

Se Kai Hansen não acumulava mais as funções de vocalista e guitarrista, ele foi o responsável pelos arranjos musicais contidos em nosso aniversariante. Michael Weikath praticamente não tocou sua guitarra neste álbum, pois teve problemas de saúde. Ele alegou que os problemas foram causados por “uso de uma maconha ruim com DDT”, que o deixou com tremores nos músculos de seus braços.

A ideia principal da banda era que os dois “Keeper” fossem lançados como um álbum duplo, o que foi prontamente recusado pela gravadora, que insistiu para que os álbuns fossem gravados separadamente, o que acabou acontecendo. No ano seguinte, o Helloween lançou a segunda parte do álbum.

A banda se reuniu em Hannover, no Hours Sound Studios, em dois períodos, o primeiro, entre os meses de novembro e dezembro de 1986 e depois em janeiro de 1987. A produção foi assinada por Tommy Hansen e Tommy Victor, que podem ser os responsáveis por dar ao álbum a roupagem do Power Metal europeu. A arte da capa é de autoria da dupla Uwe Karczewski e Edda Karczewski.

Hora de dar play na bolacha e aqui a gente tem uma noção do quão influente este álbum se tornou. A duração é equivalente a de um álbum de Punk Rock, são apenas 37 minutos, e oito canções. Alguns clássicos da banda nasceram aqui,  como “I’m Alive“, “Future World” e “Halloween“, os grandes destaques, e podemos também citar “A Tale That Wasn’t Right“, entre os melhores momentos deste “Keeper I“.

O álbum foi muito bem recebido pelos fãs da banda e é até hoje como um dos discos favoritos dos seus seguidores. Entre os críticos, “Keeper of the Seven Keys Part I” obteve quase a nota máxima em tosos os veículos. O site Loudwire elaborou uma lista dos seus 25 melhores álbuns de Power Metal de todos os tempos, e nosso homenageado ocupa a honrosa 3ª posição. Na parte II, a banda ainda superaria essas estatísticas com relativa facilidade. 

Nas paradas de sucesso, o álbum também obteve uma boa performance, ficando em 10° na Finlândia, 15° na Alemanha, 18° na Suiça, 42° na Suécia, 48° no Japão e 104° na “Billboard 200“. Foi certificado com Disco de Ouro na Alemanha, sendo o primeiro álbum do Helloween a receber tal certificação.

O “Keeper I” é o segundo álbum com mais músicas tocadas ao vivo na história do Helloween, perdendo apenas para o clássico supremo, que é o “Keeper II“. Até os dias atuais, músicas como “Future World“, “I’m Alive“, “Halloween” e “A Tale That Wasn’t Right” são obrigatórias nas apresentações da banda, o que comprova a importância que o álbum tem não só na história do próprio Helloween, como do Power Metal.

Hoje é dia de celebrarmos o nosso quase quarentão, que vai envelhecendo muito bem, obrigado. O Helloween segue em plena atividade, lançando álbuns, no ano passado nos brindou com o excelente “Giants & Monsters”, e este ano os fãs brasileiros terão a chance de assistir a banda, que fará duas apresentações, uma em Porto Alegre e outra em São Paulo, na turnê que comemora os seus 40 anos de carreira. Longa vida ao Helloween.

Keeper of the Seven Keys Part I – Helloween
Data de lançamento – 23/05/1987
Gravadora – Noise Records

Faixas:
01 – Initiation
02 – I’m Alive
03 – A Little Time
04 – Twilight of the Gods
05 – A Tale That Wasn’t Right
06 – Future World
07 – Halloween
08 – Follow the Sign

Formação:

  • Michael Kiske – vocal
  • Kai Hansen – guitarra
  • Michael Weikath – guitarra
  • Markus Grosskopf – baixo
  • Ingo Schwichtenberg – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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