Lamb of God: há 17 anos, banda lançava “Wrath” e concorria duas vezes ao Grammy Awards

Há 17 anos, em 23 de fevereiro de 2009, o Lamb of God lançava “Wrath“, o quinto álbum da discografia desse quinteto de Richmond, Virgínia e que é tema do nosso bate-papo desta segunda-feira. Vamos te contar um pouco da história desse play.

O aniversariante do dia foi lançado por diferentes gravadoras: a “Roadrunner” soltou a bolacha na Europa, Japão e Austrália, enquanto que a “Epic” o fez nos Estados Unidos e Canadá. E por isso, temos duas datas diferentes de lançamento: a Roadrunner lançou na presente data, enquanto que a Epic se encarregou de lançar um dia depois. Nós escolhemos a data do primeiro lançamento.

Eles vinham de dois super discos, “Ashes of the Wake“, considerado por muitos como o melhor disco da carreira da banda, e “Sacrament“, o disco mais bem sucedido comercialmente. A expectativa era grande por um novo trabalho. E eles disponibilizaram duas câmeras no estúdio para que os fãs pudessem acompanhar online as sessões. Uma câmera estava virada para o kit de bateria de Chris Adler e outra câmera dava a visão da sala de mixagem.

Chris Adler falou sobre essa expectativa. Vamos abrir as aspas para a declaração desse monstro das banquetas.

“Este álbum vai surpreender muita gente. Normalmente as bandas que chegam onde estamos em nossa carreira começam a relaxar, cheirar as rosas e regurgitar. Nós escolhemos um caminho diferente. Ninguém quer ouvir outro membro da banda divulgando um novo disco. Wrath não precisa de exageros. Nós nos superamos e em 23 de fevereiro (de 2009) você sentirá isso.”

Em agosto de 2008, foi anunciado o sucessor de “Sacrament“. O álbum marca também o início da parceria com o produtor Josh Wilbur, que dura até os dias atuais. Então a banda se utilizou de nada menos que seis estúdios para conceber esse “Wrath“: o “Electric Lady”, em Nova Iorque, o “Barbarosa”, na Virginia, o “Sound of Music”, em Richmond e o “Dizzylander”, em New Hampshire foram utilizados na gravação, enquanto que a mixagem aconteceu em Londres e a masterização ocorreu na Califórnia.

Nosso aniversariante tem 14 faixas e duração de 47 minutos, com destaques para “Set to Fail“, “Contractor“, “Fake Messiah“, “In Your Words” e “Dead Seeds“. As duas primeiras citadas ainda são constantemente tocadas nas apresentações da banda. Embora o Lamb of God ainda traga uma sonoridade bastante agressiva aqui, a banda já começava a apontar um novo direcionamento que seria apontado nos álbuns subsequentes, onde a técnica ganharia mais evidência em detrimento da brutalidade.

As avaliações da crítica especializada foram boas de maneira geral, à exceção da Rolling Stone, que deu duas de cinco estrelas. Entre os fãs, é um dos álbuns menos queridos. Se não está entre os melhores da carreira do Lamb of God, “Wrath” também está longe de ser um dos piores.

O play estreou de cara na 2ª posição na “Billboard 200”. Alcançou o topo das paradas canadenses e nas categorias “UK Rock e Metal Albums” (Reino Unido), além da “US Top Rock”, “US Top Hard Rock” e “US Top Tastemakers Albums” (todas da Billboard). Ainda na “Billboard“, ficou em 2° lugar na categoria “US Digital Albums”. Pelo mundo, 5° lugar na Finlândia, 8° na Austrália, 14° na Nova Zelândia, 20° na Noruega, 21° na Escócia, 32° na Irlanda, 35° na Suécia, 61° na Alemanha. Somente na primeira semana, vendeu mais de 68 mil cópias apenas nos Estados Unidos, totalizando 200 mil vendas um ano depois.

Com o aniversariante do dia, o Lamb of God bateu na trave por duas oportunidades no “Grammy Awards”; em 2010, concorreu na categoria “Melhor Performance Heavy Metal”, com a música “Set to Fail“, mas perdeu para o Judas Priest com “Dissident Aggressor“. Em 2011, concorreu na mesma categoria, com a música “In Your Words” e perdeu para o Iron Maiden, com “El Dorado“. Ou seja, são derrotas aceitáveis, pois a banda foi superada apenas por duas das maiores instituições do Heavy Metal.

O disco é dedicado a Mikey Bronsnan, um amigo da banda que os ajudou quando eles começaram a empreitada. Ele morreu atropelado por um bêbado irresponsável ao volante, em novembro de 2008 e Chris Adler disse que “Sem Mikey, não seríamos a banda que somos hoje”. Após o lançamento, o quinteto saiu em turnê mundial, onde tocaram com bandas do calibre de Children of Bodom, Municipal Waste, Mastodon e nas pernas europeia e norte-americana, eles foram banda de abertura do Metallica, que na época divulgava seu álbum “Death Magnetic“. Nos últimos dias da turnê, o guitarrista Buz McGrath, do Unearth substituiu Mike Morton, que se ausentou para acompanhar a esposa e seu filho recém-nascido.

Algum tempo depois o álbum foi relançado em uma versão Deluxe, com dois CDs, onde o primeiro continha a versão original do play, com as faixas remasterizada e no segundo disco traz uma versão “master”, onde cada faixa é reproduzida por quatro vezes, uma só com a guitarra, outra só com o baixo, outra só com o vocal e outra só com a bateria.

Um disco consistente, que mostra as razões de o Lamb of God ser uma das melhores da atualidade. E que merece todos os confetes. Vamos celebrar esse play, enquanto aguardamos ansiosamente pelo lançamento de “Into Oblivion“, o novo disco da banda, previsto para sair em 13 de março.

Wrath – Lamb of God
Data de lançamento – 23/02/2009
Gravadoras – Roadrunner/ Epic

Faixas:
01 – The Passing
02 – In Your Words
03 – Set to Fail
04 – Contractor
05 – Fake Messiah
06 – Grace
07 – Broken Hands
08 – Dead Seeds
09 – Everything to Nothing
10 – Choke Sermon
11 – Reclamation

Formação:

  • Randy Blythe – vocal
  • Willie Adler – guitarra
  • Mark Morton – guitarra
  • John Campbell – baixo
  • Chris Adler – bateria

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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