Resenha: Facada – “Truculence” (2025)
Vem do Ceará um dos candidatos a melhor disco nacional de 2025. A banda é o Facada, com “Truculence“, o sexto álbum do Trio que arregaça no Grindcore, lançado no dia 10 de outubro pela Black Hole Productions.
Sem lançar um álbum de estúdio desde o ano de 2018, com “Quebrante“, o Facada lançou alguns splits desde 2020. “Truculence” marca a estreia do baterista Vicente Ferreira, que além de chegar arregaçando no seu kit, também foi o responsável pela produção do play, em parceria com Vanessa Almeida.
O título, em inglês, engana quem espera encontrar as músicas cantadas no idioma de Shakespeare. A própria banda tem afirmado em entrevistas que preferiu usar o título em inglês, mas a mensagem é passada em nossa língua-mãe, que ajuda a melhor compreensão do que a banda quer passar. E aqui em “Truculence“, o título cai como uma luva, os caras chegam bicando a porta e falando sobre temas como burrice, insônia, pessoas mentirosas. É muito ódio em estado bruto.
Tal como as letras, o álbum é curto e grosso. São 12 petardos em pouco mais de 15 minutos, tempo de um EP, é bem verdade, mas o Facada mostra porque a cena nordestina merece todo o nosso respeito. As músicas em média não passam dos dois minutos, com exceção de “Dwyer“, que fecha o play, que tem 4 minutos.
Cada faixa é uma pedrada e a sensação que temos após a audição é de que fomos atropelados por três carretas descendo uma ladeira em alta velocidade. Os destaques ficam por conta de faixas como “Regressão Primitiva“, “Não Dormir, Nunca Acordar“, “Vai Entregar” e “Mente, Engana, Manipula“.
A banda bebe na mesma fonte de bandas como Napalm Death e Extreme Noise Terror, só para ficar em alguns exemplos, mas é possível encontrar influências do Punk e muita raiva no som, o que é ótimo. O nordeste mais uma vez mostrando que é muito importante em todos os aspectos do Brasil, e o Facada, com mais de duas décadas de experiência, é um dos nomes mais relevantes da música pesada. “Truculence” é um play impiedoso e vai envelhecer bem. Super recomendado aos apreciadores de Grindcore e Crust.
NOTA: 9.0

Muito obrigado pleas palavras! Tamo junto! A cena do Nordeste é muito rica de bandas muito boas!