Resenha: Megadeth – “Megadeth” (2026)

O início de 2026 trouxe aos fãs do Megadeth duas notícias. A boa é o auto-intitulado 17° álbum de estúdio, e a má, é que deverá ser o último da banda. Então este é o momento de apreciarmos o canto do cisne de Dave Mustaine e seus asseclas. 

Com lançamento previsto para a próxima sexta-feira, 23, através da Tradecraft, selo de propriedade de Dave Mustaine, em parceria com a BLKIIBLK, braço da Frontiers Label Group. No Brasil, teremos a versão da Shinigami. O play marca a estreia do guitarrista finlandês Teemu Mäntysaari, indicado e treinado por Kiko Loureiro, antigo dono do posto, além do retorno do baixista James LoMenzo, que saiu depois de gravar o excelente “Endgame” (2009), que mais abaixo usaremos como cerne desta resenha. 

Mustaine repetiu a parceria com o produtor Chris Rakestraw e ambos iniciaram a pré-produção do álbum antes mesmo do natal de 2024. No segundo semestre de 2025, foi noticiado que o álbum havia sido gravado e que seria o último a ser lançado pelo Megadeth. Na capa, temos a imagem da mascote Vic Rattlehead em chamas e foi desenhada por Blake Armstrong, que faz seu primeiro trabalho no Megadeth, mas já desenhou capas de bandas como Hypocrisy, In Flames e Kataklysm

Mustaine parece ter deixado (ou não) para trás o seu passado com o Metallica, tanto que resolveu incluir neste novo disco, uma música que ele ajudou a escrever em sua ex-banda: trata-se de “Ride the Lightning“, que por sinal, ficou excelente, e a voz de Mustaine se encaixou bem na música. Claro que a animosidade entre os fãs de ambas as bandas tenderá a aumentar, mas o líder do Megadeth acertou em cheio ao lembrar do seu passado, e mostra a importância que o Metallica teve e ainda tem em sua vida. Ele disse em entrevistas que queria deixar a música tão boa quanto ou ainda melhor do que a original. E parece que ele conseguiu com relativa facilidade. Mustaine faz questão de expor o atual bom relacionamento com James Hetfield e Lars Ulrich.

Dando um play na pequena bolacha, o Megadeth encontrou uma maneira bem honrosa de dar adeus. Tantas são as bandas que não sabem a hora certa de parar, ou que param e depois voltam sem conseguir manter a reputação conquistada ao longo do tempo. E aqui, mais um ponto a favor de Dave Mustaine, que entendeu o tamanho da responsabilidade que tem em suas mãos e o que o seu público espera em suas obras. “Endgame” certamente é o melhor álbum lançado pela banda nos últimos anos e este novo play não fica devendo praticamente nada ao supracitado álbum. 

O play de despedida do Megadeth é um álbum robusto, pesado, com riffs marcantes, ótimos momentos Thrash Metal old-school, como em “Tipping Point”, “I Don’t Care“, “Let There be Shred” e “Made to Kill“, as músicas que mais chamaram atenção, além do já citado cover para “Ride the Lightning“. O álbum é composto por onze canções e tem duração de 47 minutos. Quem comprar a edição exclusiva à venda nas lojas Target, ganhará uma faixa bônus, intitulada “Bloodlust“. A produção está impecável, músicos extremamente talentosos, o que não é nenhuma novidade, principalmente em se tratando de Megadeth. 

Dave Mustaine nos proporcionou um final digno para a banda que na maior parte do seu tempo lançou discos bem acima da média e que fez muita história na música pesada. O fim chega para todos e o Megadeth vai nos proporcionar estes últimos momentos. Não sabemos o que Dave pretende fazer quando o último show do Megadeth acabar. Mas uma coisa ele sabe: seu legado é rico. Tão rico quanto as polêmicas acumuladas em sua carreira. É um sentimento um tanto quanto agridoce, mas de uma banda que se encerra por cima. 

 

NOTA: 9.0

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

One thought on “Resenha: Megadeth – “Megadeth” (2026)

  • janeiro 21, 2026 em 11:00 pm
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    Acho que Mustaine só quer está em paz com todo mundo e outras bandas, cansou de ser sombra do Metallica e vai cuidar de sua saúde!!!! Megadeth querendo ou não queira fez de tudo assim como metallica também fez e ainda faz!!!! Megadeth foi mais fiel ao estilo de antigamente e Metallica não, essa é a minha opinião!!!! Fico na expectativa sobre o novo album da banda, espero que a banda volte algum dia depois da aposentadoria!!!! Valeu!!!!

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