Resenha: Metal Church – “Dead to Rights” (2026)
Depois de quase três anos, o Metal Church voltou a saciar o desejo de seus fãs, com o lançamento de “Dead to Rights“, o 13° álbum da veterana banda do estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos.
Lançado nesta sexta-feira, 10, através do selo Rat Pak Records, o álbum tem previsão de ser lançado no Brasil através do selo Hellion Records, e traz uma formação completamente nova: o vocalista Brian Allen, o baterista Ken Mary e o experiente David Ellefson estrearam pelo Metal Church. É a primeira gravação de Ellefson depois de ter sido demitido do Megadeth motivador pelo escândalo em que se envolveu com uma menor de idade.
Kurdt Vanderhoof havia dito em entrevistas que com a debandada dos ex-integrantes, ele sentia que a banda estava se aproximando do fim, mas ele conseguiu se reinventar, e o play promete não desapontar aos seguirores da “igreja do Metal”.
Gravado durante o ano de 2025, o álbum foi mais uma vez produzido pelo guitarrista Kurdt Vanderhoof. A mixagem e masterização aconteceram em Massachusetts, no Planet Z-Studios, e foram feitas por Chris “Zeus” Harris. A capa, muito bela, por sinal, merece o destaque na mesma proporção das novas músicas.
Os novos integrantes de adaptaram muitíssimo bem à sonoridade da banda, e nem parece que eles estão juntos há menos de um ano. As músicas têm uma energia enorme. Kurdt Vanderhoof se especializou na produção, o que dá ao play um valor ainda maior. Importante destacar o trabalho da cozinha, pois Key Mary é um excelente baterista, e David Ellefson dispensa apresentações.
O Metal Church nos trouxe um álbum poderoso. Temos onze faixas em 47 minutos, onde podemos destacar as já conhecidas “Brainwash Game” e “F.A.F.O.“, que já haviam sido lançadas como singles, além de outras ótimas canções como “Feet to Fire“, “The Show“, “My Wrath” e a faixa-título.
Inevitavelmente compraremos o novo álbum às obras do passado. “Dead to Rights” superou o seu antecessor, “Congregation of Annihilation“. E se não vai superar os quatro primeiros álbuns da banda, que é uma tarefa muito difícil, e até de certa forma, injusta, mas “Dead to Rights” é um excelente álbum. O Metal Church não tem mais nada a provar, e ainda assim, fez um álbum muito acima da média, e como prometeu Vanderhoof, vai agradar ao fã old-school desta igreja, que tem muito mais moral do que aqurlas outras que enganam e querem o dinheiro do fiel.
NOTA: 8.0
