Thiago Bianchi afirma que vai rolar “Reunion” da formação “Immortal” do Shaman
Quando o Shaman rompeu com sua formação clássica, uma nova surgiu que ficou conhecida como “Immortal“. Entraram Thiago Bianchi, Fernando Quesada e Léo Mancinni, além do tecladista Júnior Carelli, se juntando ao remanescente Ricardo Confessori. Posteriormente, a banda acabou se transformando no Noturnall, e o Shaman, voltou com sua formação original fazendo diversos shows, e ainda, contando com Alirio Netto como cantor após a morte de Andre Matos.
Mas os fãs da segunda formação da banda, podem voltar a ver esse grupo em ação. Em conversa com o Ibagenscast, Thiago Bianchi falou sobre essa possibilidade, e chegou a revelar que shows foram agendados com Ricardo Confessori, mas acabaram “caindo”. Ele diz conforme transcrito pelo Confere Rock:
Cara, a gente conversou essa semana. Chegamos a marcar três shows, infelizmente eles caíram. O Fernando Quesada, como alguns sabem, se transformou em um dos grandes CEOs de uma das maiores referências mundiais em escola de música — ele é um dos cabeças da School of Rock no mundo, não só no Brasil, mas também em Portugal, Espanha e outros lugares. E ele é um cara muito ocupado.
A gente gostaria muito. Tentamos, mas entrou uma viagem que derrubou tudo. Íamos fazer três shows, uma reunião do Shaman Immortal. Não sei nem como ia chamar isso, porque obviamente a gente não pode usar o nome, então teria que achar um jeito. Mas já estava praticamente marcado.
Infelizmente, tivemos que colocar isso em banho-maria. Mas vai acontecer, tenho certeza. O papo já está rolando, a gente já estava marcando ensaio, discutindo setlist. É algo que a gente vê com muito carinho. Recebemos muitos pedidos, a galera quer muito isso mesmo. E eu faria com muita felicidade.
Thiago ainda falou sobre o primeiro disco do Noturnall, que tem uma versão inteira feita por Confessori ainda sob o nome de Shaman. Ele diz:
Cara, eu procurei isso outro dia com o Fernando Quesada, para saber se alguém tinha. O Ricardo chegou a gravar o disco inteiro — o primeiro do Noturna foi gravado inteiro pelo Ricardo. Eu não sei quem tem isso aí. Acho que talvez o Pompeu tenha, porque ele gravou as baterias lá no estúdio do Pompeu. Acho que o próprio Ricardo pode ter isso aí também, não sei. Precisava perguntar para ele. Mas o disco inteiro existe, sim, e ficou bem legal.
Bom, Confessori… tudo que ele faz é legal para caramba, né?
A segunda fase do Shaman começou após mudanças importantes na formação original e representou uma guinada sonora e estrutural na trajetória da banda. Com uma proposta mais moderna, pesada e direta, o grupo se distanciou do clima mais épico e sinfônico dos primeiros trabalhos e apostou em uma abordagem mais contemporânea.
O principal registro desse período foi o álbum Immortal (2007), seguido por Origins (2010), que acabou sendo o último disco de estúdio da banda. Origins trouxe uma sonoridade ainda mais madura e equilibrada, mesclando peso e melodia, e mostrou uma banda mais coesa artisticamente. Apesar disso, a fase ainda enfrentava comparações constantes com a formação clássica, o que impactava a recepção de parte do público.
Durante esse período, o baterista Ricardo Confessori também mantinha ligação com o Angra, com quem voltou a trabalhar profissionalmente, o que tornava a agenda ainda mais complexa e evidenciava a forte conexão entre as duas histórias.
Pouco depois do lançamento de Origins, o Shaman encerrou suas atividades, colocando fim à segunda fase que acabou dando origem ao Noturnall com Aquiles Priester substituindo Confessori. Atualmente o nome Shaman pertence a Hugo Mariutti e não há nenhum indício de um retorno.
Foto: André Tedim
