Tobias Forge revela que pausa no Ghost foi por conta do burnout

Em uma entrevista tempos atrás, Tobias Forge, o Papa do Ghost, anunciou que após o fim da Skeletour, a banda irá entrar em um hiato ainda sem definição de por quanto tempo irá durar.

Em entrevista a Sweden Magazine Rock (via GhostBrazil), Tobias esclareceu que a pausa se deu por conta do Burnout:

“Tem sido um luxo poder abandonar meu personagem e deixá-lo para trás. Muitos não conseguem fazer isso

Em nova entrevista, Tobias Forge conversa bem honesta sobre fama, saúde mental e o fim de um ciclo, revelando também Burnout como uma das causas da pausa, confira: Chega um ponto em que é preciso escolher, e eu quero ter tempo para os amigos que restam. Em vez de entrar no próximo “ciclo do Ghost” e apenas começar de novo, talvez eu precise procurar algo diferente, mas com o objetivo de encontrar o caminho de volta. É por isso que eu nunca diria que o Ghost acabou ou que algo é ‘o último’. Eu não tenho ideia. E esse é o ponto. Eu, pela primeira vez na vida, não sei.

Ele então fala sobre o seu estado de saúde

— Estive. Eu entrei em colapso em setembro de 2023 e as coisas ficaram péssimas por três meses. Foi realmente um aviso sério. Era problemático diariamente, com ataques de ansiedade. Eu me sentia muito estranho e isso afetou minha necessidade de sentir que não preciso fazer nada. E se alguém se esforça ao máximo em seu sustento ou modo de vida, as coisas acabam se resolvendo.

Existem pouquíssimas coisas que se precisa realmente fazer se não estiver sob ameaça de uma arma, e é extremamente importante lembrar disso. Só é preciso saber quais são as consequências. E eu acho que estava um pouco preso na sensação de que “isso é tudo o que existe”. Eu consegui a garota, o filme acabou e agora vou desfrutar do que tenho.”

Em outra entrevista, Tobias Forge afirmou que a intenção inicial da banda era levar a turnê Skeletour para diversas partes do mundo, incluindo a América do Sul, Austrália e Japão. No entanto, a dimensão da produção acabou tornando esses planos impossíveis de executar.

De acordo com o músico, o espetáculo foi concebido com uma estrutura muito grande, o que dificultou o transporte da produção para determinados mercados, ele explica:

“Originalmente tentamos fazer América do Sul, Austrália e Japão. A turnê é simplesmente grande demais. Não dá para viajar com tudo isso, pelo menos não no nosso nível”


Forge também destacou que os custos envolvidos seriam extremamente altos. Segundo ele, para que a operação fosse financeiramente viável, seria necessário realizar várias noites esgotadas em cada cidade.

“Você precisaria esgotar cerca de dez noites em cada lugar para que isso acontecesse”


O cantor ainda explicou que preferiu não reduzir a estrutura do espetáculo apenas para conseguir levar a turnê a mais países. O show foi concebido como uma experiência completa, com vários elementos específicos, e alterar isso significaria descaracterizar o conceito da apresentação.

“Esse show é o que é: tem três atos, tem a proibição de celulares, tem toda a experiência. Eu não quero mudar nada só para acomodar um lugar e entregar uma versão completamente diferente do show.”


Por causa disso, a banda decidiu manter a turnê apenas em regiões onde seria possível transportar toda a produção. Forge reconheceu que o resultado final não foi exatamente o que havia planejado originalmente, mas afirmou que preferiu preservar a proposta artística do espetáculo.s a turnê ficaria muito cara de se

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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