Joe Satriani revela por que recusou convite para se juntar ao Deep Purple
O Deep Purple tem uma grande coleção de guitarristas que já estiveram em sua formação. No começo de tudo, Ritchie Blackmore fez história com o seu legado, imagina substituir alguém nesse nível.
Isso foi tarefa para Joe Satriani, que foi chamado as pressas para se juntar a banda em 1993, durante um show onde Blackmore deixou a banda pela segunda e última vez. Conversando com o Thinking About Guitar, durante o podcast, Joe relembrou como foi viver esse momento e como era algo difícil de se fazer, pois ele é um músico diferente do que a banda era acostumada. Ele diz, conforme transcrit pela Ultimate Guitar:
“Eu não fazia ideia de quem eles eram como pessoas, e tudo o que eu pensava era: ‘Bem, eu sou apenas um garoto americano de Nova York. O que estou fazendo nesta banda lendária?’ Mas eles foram tão receptivos a me deixar ser eu mesmo, e na verdade, eles insistiram nisso. Tivemos um ensaio em Tóquio antes do show, numa sala de ensaio pequena e completamente silenciosa, e aí eu entro lá e penso: ‘Ok, isso é muito estranho.’ Porque era o Deep Purple, eles estavam todos ali, em pé na sala comigo, e tocamos ‘Highway Star’, e eles soavam exatamente como no disco. Foi impressionante. O único problema era que eu não soava como o Ritchie, então esse era o maior obstáculo. Minha guitarra simplesmente não soava como a guitarra do Richie Blackmore. Como eu ia conseguir fazer esse show? Mas eles eram músicos fantásticos, tocavam muito bem juntos… e estavam preparados para alguém como eu, com um som de guitarra diferente, uma atitude diferente e um jeito diferente de tocar, e ficavam dizendo: ‘Seja você mesmo, seja você mesmo’. No fim, deu tudo certo.”
Satrinia revela então que chegou a receber uma proposta para permanecer em definitivo no Purple, mas acabou recusando e o cargo ficou para Steve Morse:
“Em algum momento daquela turnê de verão, Roger [Glover, baixista] me perguntou se eu estaria interessado em me tornar um membro permanente, mas mesmo me divertindo muito tocando aquele repertório e com eles, eu ainda me sentia o cara estranho da banda. Por outro lado, eu também pensava: ‘Tenho uma carreira solo, por que a deixaria de lado?’ A única coisa que me dava mais prazer era poder tocar minha própria música para as pessoas e ver a reação delas, e eu pensava: ‘Não quero que isso acabe, e nunca mais poderei fazer um show do Deep Purple sem ter que tocar como o Ritchie, porque esse é o show.'”
A entrevista completa pode ser vista abaixo.
