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Rob Zombie continua sua saga no horror-rock e faz com maestria em “The Great Satan”

Rob Zombie é um dos grandes nomes do horror rock e segue expandindo sua visão estética e sonora com The Great Satan, novo álbum lançado pela Nuclear Blast e distribuído no Brasil pela Shinigami Records.

Estamos falando de um artista que construiu uma identidade única ao unir música, cinema e cultura pop. Seja à frente do White Zombie, em sua consolidada carreira solo ou dirigindo filmes de terror, Rob sempre fez do grotesco e do macabro sua principal marca registrada — e este novo trabalho mantém essa tradição viva.

Mesmo após a saída de seu parceiro de longa data, o guitarrista John 5, que atualmente integra o Mötley Crüe, Rob Zombie demonstra que continua plenamente capaz de produzir um material consistente, pesado e repleto da personalidade que o transformou em um dos maiores ícones do gênero.

Toda a atmosfera suja, industrial e cinematográfica que caracteriza sua obra está presente em The Great Satan. Para quem acompanha sua carreira, fica evidente que o músico continua dominando a fórmula que mistura riffs pesados, batidas mecânicas, samples e um humor sombrio que faz parte de sua assinatura.

A nostálgica “(I Am) Rock N’ Roller” remete imediatamente ao espírito de “Dragula”, talvez seu maior clássico. O industrial pulsante, aliado a um refrão marcante, desperta lembranças dos tempos de White Zombie e certamente agradará os fãs mais antigos.

Na sequência, “Heathen Days” acelera o ritmo com uma pegada agressiva e demonstra mais uma vez como Rob consegue incorporar elementos experimentais sem perder sua identidade. Já “Sir Lord Acid Wolfman” chama atenção logo pelo título irreverente e entrega exatamente o que promete: uma faixa arrastada, divertida, carregada de humor ácido e da teatralidade característica do artista.

“Punks and Demons” aposta em um industrial moderno, sustentado por riffs pesados e uma bateria contundente, enquanto “The Devil Man” mergulha em uma atmosfera claramente inspirada no Black Sabbath, com andamento cadenciado, guitarras densas e os vocais insanos de Rob Zombie conduzindo uma das melhores performances do álbum.

The Great Satan não pretende reinventar a carreira de Rob Zombie, tampouco revolucionar o gênero. Felizmente, essa nunca foi sua proposta. O disco entrega exatamente aquilo que seus fãs esperam: um trabalho sólido, divertido, pesado e repleto da estética cinematográfica que fez do músico uma referência absoluta quando o assunto é unir rock, horror e espetáculo. É mais um capítulo consistente na trajetória de um artista que continua fazendo exatamente aquilo que sabe fazer de melhor.

NOTA: 7

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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