Resenha: Testament – “Para Bellum” (2025)
Demorou, foram anos de espera, mas finalmente os fãs do Testament foram brindados por seu novo disco. “Para Bellum” chegou no ano passado, após tantos e tantos pedidos por um novo registro de um dos maiores nomes do thrash metal mundial.
Falar que a espera valeu a pena seria simplificar demais o registro, lançado pela parceria Nuclear Blast e Shinigami Records no Brasil. Mas também, ao mesmo tempo se encaixa perfeitamente dentro do que o disco é: direto, grosseiro e visceral. Mas não pense que isso faz dele mais do mesmo ou um disco sem destaques ou momentos marcantes.
Este marca o primeiro registro do baterista Chris Dovas com a banda e que carimba seu nome como uma escolha mais do que certeira. A faixa de abertura, “For the Love of Pain” já mostra que não há brincadeiras aqui e o chute vai ser para fazer gol. Rápida e com riffs pesados e agressivos, uma linha de baixo impressionante e amarrando tudo isso, um Chuck Billy monstruoso, fazendo uso de sua voz com pleno domínio e usando diversas nuances, é um ponto de partida espetacular. “Infanticide I.A“, que mostrou um pouco do disco antes de seu lançamento, continua a paulada, com mais baixo de Steve DiGiorgio em fúria, “estalando” em meio ao caos sonoro dos riffs e bateria, é uma aula de thrash metal. “Shadow People” fecha a trinca de abertura e coloca o pé no freio com algo mais cadenciado, com ares do Metallica do início e busca uma mudança no andamento das duas tão virulentas faixas anteriores.
“Meant to Be” traz uma bela balada, com arranjos ricos e melodia que pega fácil o ouvinte e mostra a banda variando de estilo criando um disco um tanto rico. “High Noon” coloca o pé no groove metal moderno e poderia muito bem figurar em um disco do Lamb of God, com uma das melhores linhas de bateria do disco. “Witch Hunt” é um trator de riffs e não perdoa o ouvinte o massacrando com uma verdadeira enxurrada de ataque nervoso em forma de música que duvido algum pescoço ficar parado ouvindo isso.
Com um produção cristalina, mas que em momento algum tira o peso e agressividade que um disco do Testament precisa, “Para Bellum” encerra com a faixa título, que traz mudanças de andamento muito interessantes e um refrão grandão com tons épicos, assim como os teclados climáticos que dão ares sombrios na faixa, encerrando de forma grande o trabalho que por tantos e tantos anos foi praticamente “implorado” pelos fãs para que visse a luz do dia.
Com a licença para criar uma redundância, mas sim, a espera valeu muito a pena e tantos fãs da banda de longa data como os mais novos, e os fãs de thrash metal, irão se esbaldar no que o resultado final nos apresenta, com um disco moderno mas carregado de essência e identidade que o Testament possui.
NOTA: 8
