10 maiores mentiras do rock (e que muita gente ainda acredita)
O rock sempre foi cercado por exageros, mitos e histórias que beiram o inacreditável. Parte disso vem da própria cultura do gênero, que valoriza o mistério e o comportamento fora dos padrões. Ao longo das décadas, diversos boatos foram repetidos tantas vezes que acabaram se transformando em “verdades” populares. A seguir, dez das maiores mentiras do rock e o que realmente se sabe sobre elas.
1. Robert Johnson vendeu a alma ao diabo
A lenda mais conhecida do blues afirma que o guitarrista teria feito um pacto com o diabo em uma encruzilhada para se tornar um músico extraordinário. O boato ganhou força após relatos de que Robert Johnson desapareceu por um período e retornou tocando com grande habilidade.
Pesquisadores apontam que o músico provavelmente estudou com outros guitarristas da época, como Ike Zimmerman, e desenvolveu sua técnica de forma convencional. A narrativa foi reforçada por canções com temática sombria e acabou incorporada à mitologia do rock.
2. Sid Vicious matou Nancy Spungen
O baixista dos Sex Pistols foi acusado pela morte de sua namorada, Nancy Spungen, em 1978, em Nova York. Desde então, consolidou-se a ideia de que ele teria sido o responsável. Entretanto, o caso nunca foi julgado. Sid Vicious morreu antes do início do processo, e o procedimento foi encerrado. Ao longo dos anos surgiram teorias alternativas, incluindo a possibilidade de envolvimento de terceiros.
3. Ozzy Osbourne planejou morder o morcego
O episódio ocorrido em 1982 tornou-se um dos momentos mais famosos da história do rock. A versão mais difundida afirma que o gesto foi planejado como parte do espetáculo. O próprio Ozzy Osbourne declarou que acreditava se tratar de um morcego de borracha lançado por um fã. Apenas após morder o animal percebeu que era real.
4. Led Zeppelin praticava rituais satânicos
Rumores surgiram na década de 1970 por conta do interesse de Jimmy Page por ocultismo e por obras de Aleister Crowley. Apesar disso, nunca houve provas de rituais ou práticas satânicas envolvendo a banda.
5. Kurt Cobain deixou carta de despedida aos fãs
Após sua morte, a carta encontrada passou a ser interpretada como uma mensagem final ao público. No entanto, boa parte do texto trata do desinteresse do músico pela indústria musical e pela fama, e não necessariamente de uma despedida aos fãs.
6. Paul McCartney e Avril Lavigne morreram e foram substituídos
A teoria conspiratória afirma que o integrante dos The Beatles morreu em 1966 e foi substituído por um sósia. As supostas “pistas” incluem capas de discos e mensagens escondidas, mas não há qualquer evidência concreta. O mesmo aconteceu com um nome do rock mais recente. A cantora Avril Lavigne é até hoje apontada como um clone alá Alice do Resident Evil e que já estaria na versão 18.
7. Marilyn Manson retirou costelas do próprio corpo
Uma lenda urbana dos anos 1990 afirmava que o cantor teria removido costelas para realizar atos sexuais em si mesmo. A história surgiu em correntes de e-mail e nunca teve qualquer comprovação. Manson não fez isso, mas a Paula Fernandes fez! (mentirinha também)
8. Gene Simmons tem língua de vaca implantada
Outra narrativa popular diz que o baixista e vocalista do Kiss teria feito cirurgia para aumentar a língua usando uma língua de vaca na cirurgia que teria sido colocada no lugar da sua própria. O The Demon sempre negou o boato, e fotos antigas mostram que a característica é natural.
9. Rod Stewart precisou de atendimento médico por exageros sexuais
Uma lenda urbana muito difundida nos anos 1970 afirmava que o cantor teria sido levado ao hospital para uma lavagem estomacal após um episódio sexual extremo em uma orgia com marinheiros. A história foi desmentida pelo próprio Rod Stewart e nunca houve qualquer confirmação. O boato é considerado um dos mais famosos e persistentes da história do rock.
10. Phil Collins testemunhou um crime que inspirou música
A canção “In the Air Tonight” gerou a teoria de que o músico teria presenciado alguém se afogando. O ex-integrante do Genesis explicou que a música foi escrita após seu divórcio e não tem relação com um evento específico.
