Erik Grönwall “gostaria de ter continuado no Skid Row”, revela
Erik Grönwall está trabalhando na divulgação do seu novo disco solo, “Bad Bones”, e conversou com o Metal Global, onde falou sobre a sua decisão de deixar o Skid Row anos atrás.
O sueco ficou no posto por dois anos, tendo lançado um disco com a banda. Em março de 2024, ele anunciou que por decisões pessoais estava deixando o grupo. Na recente entrevista, Erik falou sobre a escolha de seguir a sua própria carreira solo:
“Bem, antes de tudo, toquei com o HEAT, a banda sueca, por 10 anos. Mas depois de 10 anos, senti que era hora de fazer algo diferente. Eu só queria explorar o que havia por aí. Mas aí fiquei muito doente. Tive leucemia — há cinco anos. E naquele momento, quando estava no hospital, percebi que a única coisa que eu queria era voltar aos palcos e cantar pelo resto da minha vida. E então aconteceu algo incrível: o Skid Row entrou em contato comigo e me convidou para ser o vocalista da banda. Essa é uma das bandas que eu ouvia quando era mais jovem, então foi surreal — foi surreal.”
Falando sobre a sua saída do Skid Row, ele diz:
“O motivo pelo qual decidi sair foi porque eu sentia que ainda precisava de mais tempo para me recuperar completamente após todos os meus tratamentos, e sentia que estava ficando demais estar na estrada tanto quanto queriam. Então, minha proposta foi fazer um pouco menos de turnês, mas não conseguimos chegar a um acordo, e tudo bem. Está tudo bem. E então comecei a fazer turnês com Michael Schenker, e aí eu acho que algumas pessoas perguntam: ‘Mas por que você pode fazer turnê com o Michael e não com o Skid Row?'” Bem, porque quando contei ao Michael sobre a minha situação um ano depois, eu já tinha bastante tempo para me recuperar, mas quando contei para ele, ele disse: ‘Não se preocupe. Vou providenciar um substituto para você, caso precise ficar de fora de algum show’, o que me deixou muito à vontade para tentar voltar a fazer turnês. Então, sim, eu não podia dizer não. O Michael é muito bom em encontrar soluções, então eu aceitei. E eu não abandonei o Michael. Quer dizer, a porta está sempre aberta para ele. É algo que eu preciso fazer por mim, e tenho certeza que você entende. Porque ele sempre fez as coisas dele. Então, está tudo bem. Todas as portas estão abertas. Então, sim, essa é a resposta.
Ele conclui:
“Para mim, vindo de um lugar tão estranho, tendo tido aquela doença e tudo o que vem com ela, não é como se você fizesse quimioterapia e um transplante de medula óssea e pronto. Leva muito tempo para o corpo… Eu tenho um novo sistema imunológico. Tenho um novo tipo sanguíneo — todas essas coisas. Tenho que refazer todas as vacinas. Estar em turnê mundial enquanto isso acontece é difícil. Mas o motivo pelo qual fiz isso foi porque eu realmente queria que desse certo. Eu realmente queria continuar no Skid Row. Mas para mim — meu colar aqui diz: ‘A saúde sempre vem em primeiro lugar’. E é assim que tem que ser — quero dizer, para todos. Mas, especialmente depois daquele susto com a minha saúde, é obviamente mais importante do que nunca cuidar de mim mesmo. Então, isso vem em primeiro lugar.”
Atualmente, o Skid Row ainda continua sem vocalista. Após a saída de Erik, a banda teve Lzzy Hale do Halestorm como cantora para quatro shows que restavam da turnê. A entrevista completa pode ser vista abaixo.
