Mortes, demissões e caos: todos os integrantes que já passaram pelo Slipknot
Poucas bandas passaram por tantas mudanças quanto o Slipknot. Desde sua formação em Iowa nos anos 90, o grupo se tornou um dos maiores nomes do metal moderno — mas também acumulou mortes, demissões, brigas internas e mudanças constantes na formação.
Ao longo das décadas, dezenas de músicos já passaram pela banda, incluindo integrantes oficiais, membros temporários e músicos de turnê. Abaixo, relembramos todos os nomes que ajudaram a construir a história do grupo mascarado.
A formação original do Slipknot
O Slipknot nasceu em 1995, em Des Moines, Iowa, nos Estados Unidos. A ideia inicial surgiu a partir do percussionista Shawn Crahan, conhecido como “Clown”, ao lado do baixista Paul Gray e do baterista Joey Jordison.
Nos primeiros anos, a banda passou por várias mudanças até consolidar a formação clássica que explodiria mundialmente no fim dos anos 90.
Integrantes clássicos do Slipknot
Corey Taylor — vocal
Entrou em 1997 para substituir Anders Colsefni e rapidamente se tornou a voz definitiva da banda. Seu alcance vocal e presença de palco ajudaram o Slipknot a atingir o mainstream sem abandonar a agressividade.
Além do Slipknot, Corey também foi vocalista do Stone Sour e hoje possui carreira solo paralela a banda principal

Mick Thomson — guitarra
Conhecido pelo visual intimidador e riffs extremamente pesados, Mick entrou ainda nos primeiros anos da banda e permanece até hoje como um dos pilares do som do Slipknot.

Jim Root — guitarra
Jim entrou em 1999 substituindo Josh Brainard pouco antes da explosão mundial da banda. Seu estilo melódico ajudou a expandir o som do grupo em discos posteriores.
Também tocou no Stone Sour ao lado de Corey Taylor, mas acabou sendo demitido pelo vocalista anos depois.

Joey Jordison — bateria
Considerado um dos bateristas mais influentes do metal moderno, Joey foi peça central no som caótico e veloz da banda.
Sua técnica ajudou a definir clássicos como:
- “People = Shit”
- “Disasterpiece”
- “Wait and Bleed”
Joey deixou a banda em 2013 em circunstâncias inicialmente misteriosas. Mais tarde, revelou sofrer de mielite transversa, doença neurológica que afetou seus movimentos e teria ocasionado sua demissão.
O músico morreu em 2021, aos 46 anos.

Paul Gray — baixo
Um dos fundadores do Slipknot, Paul era considerado o “coração” da banda nos bastidores.
O baixista morreu em 2010, aos 38 anos, vítima de overdose acidental. Sua morte abalou profundamente o grupo e mudou completamente a dinâmica interna da banda.

Shawn Crahan — percussão
“Clown” é o principal diretor criativo do Slipknot e uma das figuras mais importantes da identidade visual da banda.
Além da música, ele também atua na direção de videoclipes, conceitos visuais e produção artística.

Sid Wilson — DJ
Responsável pelos scratches, efeitos eletrônicos e caos sonoro do Slipknot, Sid se tornou um dos membros mais carismáticos do grupo.
Seu visual e performances insanas ajudaram a consolidar a identidade da banda ao vivo.

Craig Jones — sampler e teclado
Craig era conhecido pelo silêncio absoluto em entrevistas e pela máscara repleta de pregos metálicos.
Durante décadas, foi responsável por samples, atmosferas e elementos eletrônicos fundamentais no som do Slipknot.
Deixou a banda em 2023.

Chris Fehn — percussão e backing vocals
Chris entrou em 1998 e se tornou famoso por sua máscara de nariz alongado.
Permaneceu no grupo até 2019, quando processou a banda alegando disputas financeiras envolvendo empresas ligadas ao Slipknot.

Integrantes que saíram antes da fama mundial
Anders Colsefni — vocal original
Anders foi o primeiro vocalista da banda e participou da fase inicial antes da entrada de Corey Taylor. Mesmo com a entrada do seu substituto, Anders continuou no Slipknot por algum tempo, atuando como percussionista e backing vocals, mas por fim, achou melhor deixar o grupo. Apesar de não ter participado do sucesso mundial, ainda é lembrado pelos fãs mais antigos.

Josh Brainard — guitarra
Josh participou do álbum independente Mate. Feed. Kill. Repeat., mas deixou o grupo antes do lançamento do disco de estreia oficial. Foi substituído por Jim Root.

Donnie Steele — guitarra
Participou das primeiras versões da banda nos anos 90 e retornou temporariamente após a morte de Paul Gray.

Os novos integrantes do Slipknot
Após as mortes e saídas de membros históricos, o Slipknot passou a incorporar novos músicos. Muitos deles tiveram suas identidades mantidas em segredo inicialmente.
Jay Weinberg — bateria
Filho do baterista Max Weinberg, Jay entrou no Slipknot após a saída de Joey Jordison. Durante anos, foi extremamente elogiado pelos fãs por conseguir executar o repertório clássico da banda com intensidade impressionante. Deixou o grupo em 2023.

Alessandro Venturella — baixo
Conhecido como “V-Man”, Alessandro assumiu o baixo após a morte de Paul Gray. Sua identidade inicialmente foi mantida em segredo durante os primeiros shows.

Michael Pfaff — percussão
Conhecido entre os fãs como “Tortilla Man”, Michael substituiu Chris Fehn após sua saída. O músico ganhou notoriedade pelas performances extremamente energéticas ao vivo.

Eloy Casagrande — bateria
Após a saída de Jay Weinberg em 2023, o Slipknot anunciou em 2024 a entrada do brasileiro Eloy Casagrande como novo baterista da banda. Antes de entrar para o Slipknot, Eloy já era reconhecido mundialmente por seu trabalho no Sepultura, além de ser considerado um dos bateristas mais técnicos e explosivos do metal moderno.
Sua estreia oficial com a banda aconteceu durante a turnê comemorativa de 25 anos do álbum de estreia do Slipknot, recebendo elogios massivos dos fãs pela precisão, velocidade e intensidade nas performances ao vivo.

A formação atual do Slipknot
Atualmente, o Slipknot conta com:
- Corey Taylor
- Shawn Crahan
- Mick Thomson
- Jim Root
- Sid Wilson
- Alessandro Venturella
- Michael Pfaff
- Eloy Casagrande
- integrante misterioso nos teclados/samples
O Slipknot virou maior que seus integrantes
Mesmo após mortes, demissões e mudanças constantes, o Slipknot continua sendo uma das maiores bandas de metal do planeta. A mistura de agressividade, identidade visual e renovação constante transformou o grupo em algo raro no rock pesado moderno: uma banda capaz de sobreviver a décadas de mudanças sem perder relevância.
Hoje, o Slipknot já ultrapassou a ideia de uma simples formação fixa — tornando-se praticamente uma entidade própria dentro do metal mundial.

