Serj Tankian manda um “vai se f#der” para governo de Israel em reconhecer Genocídio Armênio por “politicagem”
Serj Tankian, o vocalisata do Sytem of a Down, criticou o governo de Israel por reconhecer o Genocídio Armênio de 1915, acusando-o de hipocrisia e de explorar a história armênia para obter ganhos políticos enquanto, segundo ele, comete suas próprias atrocidades em Gaza e no Líbano.
No último domingo, 28 de junho, o gabinete de Israel votou unanimemente pelo reconhecimento formal do Genocídio Armênio, o massacre e deportação de cristãos armênios pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. O Ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar , que apresentou a resolução, classificou-a como um “dever moral e histórico” e afirmou que “nunca é tarde demais para fazer o que é certo”.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Serj disse, via theprp :
“Durante muitos anos, o governo de Israel usou o AIPAC para pressionar o Congresso dos EUA a não reconhecer o genocídio armênio, a fim de impedir que o Congresso o reconhecesse, devido ao seu relacionamento com a Turquia, ao compartilhamento de informações de inteligência com a Turquia, etc. Hoje, o gabinete de Netanyahu decidiu reconhecer o genocídio armênio de 1915 — um genocídio que levou Hitler a pensar que poderia fazer com os judeus o que fez nas décadas de 1930 e 1940. O fato de este governo, que já está cometendo genocídio em Gaza e no Líbano, ter decidido reconhecer o genocídio dos meus avós é a pior coisa que poderiam ter feito aos armênios — usando nossa história, nosso genocídio, nossa dor para obter vantagens políticas. Vai se foder.”
O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos estima que entre 664 mil e 1,2 milhão de armênios morreram em consequência da campanha conduzida pelo Império Otomano entre a primavera de 1915 e o outono de 1916. Com a votação, Israel passa a integrar o grupo de mais de 30 países — entre eles Estados Unidos, França e Alemanha — que reconhecem os massacres como genocídio. A decisão é vista como um novo fator de tensão nas já delicadas relações entre Israel e Turquia, que continua rejeitando a classificação de genocídio e afirmou que o reconhecimento tem motivação política. A decisão do reconhecimento israelense precisa ser ratificada pelo Knesset, o parlamento israelense, para se tornar política oficial.
