Gary Holt diz “fazer o que gosta, mas não ser um homem rico”
Gary Holt, guitarrista do Exodus e do Slayer, conversou com o Moshville Times onde ele falou sobre como é estar há mais de 40 anos tocando guitarra. Ele diz:
“É um estilo de vida, estar no Exodus. Mesmo nos anos que passei em turnê com o Slayer, eu sentia falta disso. Sentia muita falta. E quando o Slayer fez seu último show, eu passei de duas noites com ingressos esgotados no LA Forum para, dois meses depois, estar tomando banho em um chuveiro bem suspeito em uma casa de shows alemã, e adorei. Foi incrível. Você passa por extremos — do nível mais alto ao conforto, até o ‘Será que eu quero dar esse passo?'” E está tudo bem. Eu adoro. Adoro fazer isso. Esta é a banda em que entrei quando tinha 17 anos. E farei 62 em maio, e ainda estou aqui. O que não amar? Não sou rico, mas ganho a vida tocando guitarra, e isso já é uma dádiva. Não posso me aposentar — tenho que continuar trabalhando — mas amo meu trabalho. Então, trabalhar não é um problema.
Na mesma entrevista, Gary ainda fala sobre suas inpirações em suas composições. Ele diz:
“Não faço ideia. Não sei. Quer dizer, seria fácil para algumas pessoas dizerem: ‘Bem, eu ouço muito metal moderno e me inspiro bastante nisso’, mas não é o caso. Eu ouço Adele. O único álbum que eu ouço é tudo da Adele. Sou obcecado. Eu amo a Adele. E o rádio do meu carro está sempre sintonizado em programas de esportes ou soft rock. Talvez eu esteja sendo influenciado por Christopher Cross. Não sei. E Prince — Prince é meu herói musical. Provavelmente, inconscientemente, eu me inspiro tanto nele quanto em qualquer outro artista. Mas eu ainda ouço o mesmo rock que ouvia no ensino médio — Nazareth, Thin Lizzy, Ted Nugent, AC/DC, Scorpions e tudo mais. E eu ainda componho do mesmo jeito que sempre compus. Eu simplesmente sento e improviso até que algo funcione.”
O Exodus se prepara para lançar seu novo disco “Goliath” no próximo dia 20 pela Napalm Records.
Foto: André Tedim
