Geddy Lee fala sobre setlist de novos show de Rush e da admiração de Anika Nilles por Neil Peart

Geddy Lee conversou com Rick Beato, onde ele foi questionado se nos próximos shows do Rush, a banda pretende tocar músicas de todos os discos lançados, já que para os quatro primeiros shows eles tem cerca de 38 músicas prontas para serem executadas. Ele responde, conforme transcrito pelo Blabbermouth:

 “Eu não verifiquei. Acho que nem todos os álbuns estão representados, e alguns estão super-representados por razões óbvias. E o interessante, e uma das razões pelas quais eu realmente queria sair em turnê, é que recebo muitas cartas e mensagens de fãs que se tornaram jovens músicos depois do nosso último show. E eles adorariam ouvir algumas dessas músicas. Então, essa é uma oportunidade para eles e, claro, eles não têm a sorte de ouvir Neil tocar essas músicas, mas faremos o nosso melhor para deixá-los felizes.”

Alex Lifeson, que também participava da entrevista, falou da preparação para os shows:

“Bem, essa é a diferença. No passado, planejávamos por uns dois meses, talvez seis semanas, por conta própria. Tínhamos uma lista com cerca de quatro horas de música. Depois, reduzíamos para o que provavelmente seria o show. E então passávamos um mês juntos. Então, já estávamos preparados, e depois ficávamos juntos por um mês, e então entrávamos em produção completa em alguma arena por uns 10 dias, e então a turnê começava. Então, tínhamos a vantagem de quatro meses, basicamente, de preparação. Desta vez, Anika teve que aprender todas essas músicas.”

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Geddy acrescentou:

“E uma coisa importante que geralmente não é mencionada é que, quando você está se preparando para uma turnê, como quando nos preparávamos para uma turnê com o Neil, trabalhávamos principalmente em material novo que tínhamos acabado de gravar, porque já sabíamos o material antigo. Para esta turnê, estamos começando do zero e ensinando uma baterista incrivelmente talentosa e empolgante, que vem de uma escola musical muito diferente, a entender 40 músicas desta banda peculiar e excêntrica. É um desafio completamente diferente. E isso foi difícil, mas também empolgante, porque quando tudo se encaixa e ela capta a vibe, sente a música, e nós dois estamos tocando juntos, e estamos sorrindo, é tipo: ‘Ah, isso vai ser muito divertido.'” E ela abraçou isso. Ela tem um talento incrível, mas também é uma pessoa fantástica. Ela tem a atitude certa. Ela trabalha duro. Não tem medo de trabalhar duro. E ela adora tocar do mesmo jeito que nós, então temos isso em comum. Talvez todo músico tenha isso — não sei; imagino que sim — mas tem sido bom para nós tê-la por perto… E ela traz algo novo. Ela traz uma história diferente para a nossa história. E eu acho isso muito legal. E acho que nossos fãs reagiram bem ao fato de não termos contratado alguém de outra banda famosa e tudo mais, tipo, “Bem, vocês deveriam ter contratado esse cara ou aquele cara”. É uma sensação completamente diferente. Não há competição. E temos muita sorte, porque ela foi a única baterista em quem pensamos. Fizemos um teste com apenas um baterista.

Alex continuou:

“E depois desse tempo juntos, nós realmente nos conectamos. Não se trata apenas de tocar as músicas, aprendê-las e tocá-las; trata-se de nos apaixonarmos um pelo outro. E existe um sentimento muito forte, uma alegria imensa em trabalhar e tocar juntos, e isso só melhora à medida que avançamos com as músicas. Agora que estamos na fase em que tocamos tudo e começamos a encontrar nosso ritmo, é simplesmente muito divertido. Mal podemos esperar todos os dias para voltar aqui e fazer isso.”

Geddy acrescentou exaltando a admiração de Anika por Peart:

“Adicionamos uma música, uma música extra recentemente. E ela surtou. Eu sabia que ela ia surtar, mas surtou mesmo. Ela disse: ‘Meu HD está cheio’. E essa música tem muitas mudanças de compasso complicadas. Então fizemos um acordo. Tiramos duas músicas em troca dessa. Ela disse: ‘Ok’. Mas ela topou. E é uma situação muito difícil. Algumas pessoas nunca nos perdoariam por termos escolhido outra pessoa para o show. E ela tem a coragem de aceitar essa situação, de encarar o que os fãs disserem. E isso não é pouca coisa. É algo enorme. E não é por arrogância. É por confiança e respeito pelo Neil. Quando você a ouve falar sobre o Neil , percebe que ela realmente entende e aprecia a grandeza dele. E nada disso diminui a grandeza dele nem um pouco.”

Em 2027, o Rush chega ao Brasil com sua nova formação e a turnê Fifty Something South American Tour passando pelo país, no dia 22 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba; em 24 e 26 de janeiro, no Allianz Parque, em São Paulo; em 28 e 30 de janeiro, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro; em 1º de fevereiro, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte; e em 4 de fevereiro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. Ingressos estão disponíveis na Eventim, com realização da 30e.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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